Covid-19 faz frigoríficos congelarem cortes nobres

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Diante do cenário de oferta restrita e demanda aquecida, os contratos futuros do boi gordo para abril ultrapassaram R$ 200 nesta segunda-feira, 30, na B3. De acordo com o Sindicato das Indústrias de Frigoríficos de Mato Grosso (Sindifrigo), o abate de animais continua reduzido e, com a população estocando alimentos, a procura pela carne bovina continua.

O presidente da entidade, Paulo Bellincanta, afirma que a pandemia de coronavírus culminou em um cenário inédito para o mercado do boi gordo e da carne bovina. “É diferente de qualquer coisa que a gente viveu ou aprendeu até agora. Há oscilações muito bruscas, tanto em consumo como movimentos em preços que não são naturais”, afirma.

Bellincanta diz que o momento é muito complexo, já que há muitos fatores agindo ao mesmo tempo. “Você tem o dólar precificado com um bom preço, o que incentiva as exportações. Por outro lado, tem um único mercado importador, o chinês, e tem restrições em todos os outros mercados”, completa.

Em relação ao mercado interno, ele afirma que apesar da população estar estocando alimentos, as carnes não foram os principais itens procurados. Além disso, a alta na demanda não compensa totalmente as perdas na demanda do setor de turismo. “Tivemos de 80% a 90% de redução nos restaurantes, churrascarias e estabelecimentos de food”.

Segundo o presidente do Sindifrigo, outro fato inédito tem sido registrado: a sobra de cortes nobres. “Há empresas congelando picanha e com oferta excessiva de contra-filé, alcatra e cortes que puxam o preço da arroba”, comenta.

Fonte: Canal Rural
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