Covid 19 : Volta às escolas públicas começa cercada de medo no Brasil

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Aulas presenciais começam a voltar no Brasil, mas não sem polêmica e temores. Parte do meio educacional defende que é preciso recuperar os prejuízos do período de isolamento social. O retorno, porém, encontra resistência de pais e professores – especialmente da rede pública –, que preferem aguardar uma vacina para a COVID-19. De qualquer forma, especialistas reforçam que as escolas devem seguir rigorosos processos de prevenção e ainda manter um sistema que misture aulas virtuais e presenciais.

Manaus é a capital mais adiantada no processo de reabertura das escolas. A rede pública estadual da capital do Amazonas – que envolve cerca de 110 mil alunos – voltou ontem às aulas presenciais. Foi a primeira no país. Porém, a volta será escalonada, e neste primeiro momento é restrita aos alunos do ensino médio. O plano é que o ensino fundamental retorne em 24 de agosto. Os colégios particulares da cidade já estão abertos desde julho, enquanto não há previsão de regime presencial nas escolas estaduais no interior.

Nos primeiros meses da pandemia no Brasil, Manaus foi uma das cidades mais afetadas, com os sistemas de saúde e funerário sob forte pressão. No entanto, números de casos e mortes por COVID-19 em queda desde junho permitiram flexibilizar o isolamento social. Como parte do plano de reabertura, as aulas presenciais também têm protocolos para seguir. As escolas vão funcionar com 50% da capacidade, em um sistema híbrido. Os alunos devem ir dois dias por semana, separados em grupos, e nos outros três as aulas são remotas. O uso de máscara e o distanciamento mínimo de 1,5 metro são obrigatórios.
A decisão do governo do Amazonas não foi unânime, especialmente entre professores. Grupos se manifestam desde a semana passada contra o retorno das aulas presenciais. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) entrou com processo na Justiça para barrar o retorno. No entanto, a juíza responsável rejeitou a requisição, argumentando que o governo comprovou que vai garantir a segurança de alunos, professores e funcionários.
Fonte: Estado de Minas
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