Crea-Mg notifica 128 atividades na região

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Durante o período de isolamento social para evitar a disseminação do novo coronavírus, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-Mg), realizou 64 ações de fiscalização em Passos, as quais resultaram em 48 autuações. A principal infração registrada é a falta de responsável técnico.

A inspetoria da região engloba os municípios de Alpinópolis, Capetinga, Capitólio, Cássia, Claraval, Delfinópolis, Fortaleza de Minas, Ibiraci, Itaú de Minas, Passos, Pimenta, Piumhi, São Roque de Minas, São João Batista do Glória, São José da Barra e Vargem Bonita. Nestes locais, entre as 160 atividades verificadas, 128 foram penalizadas.

Denise Guimarães é a inspetora regional de fiscalização e explica sobre a importância da contratação de um responsável técnico. “É essencial, antes de qualquer coisa, ter alguém que esteja habilitado para exercer a função. A presença do profissional garante que o trabalho seja realizado com qualidade, segurança e com baixo custo. Trabalhar de forma regular deixa o proprietário tranquilo, nesse momento em que deve se preocupar com a saúde”, informou.

A diretora técnica e de fiscalização do Crea-Mg, Davina Braga, complementou dizendo que o trabalho é importante para garantir que profissionais habilitados e empresas regulares, com a devida Anotação da Responsabilidade Técnica (ART), estejam à frente dos empreendimentos e serviços nessas áreas, mesmo durante a quarentena. “Não podemos parar, o nosso compromisso é com a segurança da sociedade, e atuamos para impedir que pessoas sem a devida formação e habilitação, prestem estes serviços”, afirmou a engenheira.

Nicolau Neder é o gerente de fiscalização e ressalta que as medidas de proteção recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) são seguidas pelos inspetores. “Os fiscais que não são do grupo de risco realizam as atividades externas, utilizam máscaras e são orientados a dar atenção especial aos cuidados com a higiene. O foco dessas ações é o mesmo de sempre, obras e serviços de engenharia, agronomia e geociências”, destacou.

Ainda, outro ponto forte da fiscalização são as empresas que atuam sem registro. Os fiscais, em regime de home office, têm trabalhado no processo de averiguação dos documentos necessários e de verificação de editais e licitações, conferindo se a exigência de profissionais está adequada ao serviço ou empreendimento.

Fonte: Folha da Manhã
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