Decreto autoriza estudos para concessão de pontos turísticos de Poços de Caldas

Um decreto da Prefeitura de Poços de Caldas (MG), publicado no Diário Oficial, autorizou estudos para o projeto de concessão dos principais pontos turísticos da cidade. A autorização da prefeitura foi dada ao Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).

O projeto de lei da prefeitura, aprovado pela Câmara Municipal em outubro de 2019, quer destinar à iniciativa privada a gestão, melhorias e operação dos principais pontos turísticos da cidade – o complexo do Cristo Redentor, que inclui o teleférico, o Complexo do Véu das Noivas, além da Fonte dos Amores e do Recanto Japonês.

O decreto desta quarta-feira (8) autoriza que o BDMG seja responsável por estruturar o projeto de concessão, que inclui itens como a análise da viabilidade econômica, avaliação de propostas, recomendação de estudos complementares, assessoria à elaboração do edital, entre outros.

O documento ainda estabelece que o banco seja remunerado pela empresa vencedora da concessão, caso os estudos sejam utilizados, e impede que a instituição participe do processo de licitação.

Em outubro, após a aprovação do projeto de lei, a prefeitura tinha a previsão que o edital fosse publicado ainda em novembro. No entanto, o prefeito Sérgio Azevedo (PSDB) havia informado, em entrevista ao G1, que a prefeitura não tinha prazos estabelecidos, apenas metas.

Investimentos
A prefeitura prevê um investimento de R$ 50 milhões por parte da empresa que assumir o complexo turístico, que inclui os principais pontos da cidade.

A autoria do projeto aprovado é do prefeito Sérgio Azevedo (PSDB), que seguiu uma das propostas de governo. Segundo ele, o dinheiro será usado para melhorias e manutenção do pontos turísticos incluídos no edital.
Entre as melhorias, a prefeitura projeta a instalação de um novo teleférico na cidade. A atração chegou a ser interditada após um acidente com uma das cabines, que feriu um funcionário.

Outro ponto de atenção é o Recanto Japonês, com a construção de uma nova Casa de Chá, após a original ser destruída em um incêndio provocado por vândalos em 2016.

Ainda conforme o prefeito, a prefeitura terá uma arrecadação prevista em edital, citada como sócia do empreendimento, com participação em um percentual arrecadado pela empresa vencedora da concessão.

Foto: Fernanda Rodrigues/G1
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