Departamento de Água e Esgoto nega contaminação em Poços de Caldas

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Após moradores de Poços de Caldas levantaram suspeitas nas redes sociais sobre a presença de urânio na água da cidade, o Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) negou que possa haver contaminação.

De acordo com o diretor do Dmae, Paulo César Silva, e também com técnicos do departamento, o processo de análise e tratamento da água é rigoroso e análises são feitas mensalmente inclusive para a detecção de urânio.

“Tem que atender a portaria do Ministério da Saúde, que são 105 parâmetros. Então os parâmetros básicos, que são o bacteriológico e o físico-químico básico, a gente faz diariamente. E esses outros parâmetros, que são urânio, agrotóxicos, a gente terceiriza, a gente paga um laboratório fora de Poços, que é credenciado pelo Ministério da Saúde para fazer essas análises. O ministério não exige análise mensal, mas nós já fazemos mensal para dar essa garantia à população”, explica Ana Maria Ferreira, responsável pelo tratamento de água.

O boato nas redes sociais falava de problemas relacionados a represa de águas claras, onde nasce o Ribeirão das Antas, em Caldas, próximo as Indústrias Nucleares do Brasil (INB), que estaria contaminada. Este mesmo ribeirão abastece também a Represa do Cipó, responsável por parte do abastecimento de água de Poços de Caldas.

Segundo o diretor do Dmae, a denúncia foi baseada em um estudo técnico preliminar feito em 2012 por uma comissão das águas, formada por diversas entidades ligadas ao meio ambiente, mas que ao fim dos trabalhos não se constatou contaminação.

A INB informou que monitora as águas e o meio ambiente em um círculo de10 km de raio. Os resultados obtidos são enviados anualmente aos órgãos reguladores, Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e o Ibama.

Veja a nota na íntegra:

A INB ressalta que monitora de forma constante as águas que passam pela Unidade, e o meio ambiente nas suas vizinhanças, em um círculo de aproximadamente 10 Km de raio. Os relatórios com os resultados obtidos nos programas de monitoração ambiental e de proteção radiológica desenvolvidos pela empresa são enviados anualmente aos órgãos reguladores, Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).

Foto reprodução: ETPV
Foto reprodução: ETPV
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