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Dependência do Sistema Único de Saúde

O Sistema Único de Saúde, o SUS, está completando 30 anos.

Criado com a Constituição de 1988, o Brasil garantiu acesso a todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde.

E também assistência de graça para pessoas com HIV, pacientes renais crônicos, com câncer, tuberculose e hanseníase.

Além disso, expandiu a atenção primária, o que reduziu as mortes infantis, doenças cardiovasculares e infecciosas.

União, Estado e municípios investem, por ano, cerca de R$240 bilhões no sistema público de saúde.

Dados da OMS mostram que o investimento do Brasil é de 6,8% do orçamento, quase a metade da média mundial, que é de 11,7%.

Além da questão orçamentária, um estudo do Banco Mundial constatou que a ineficiência de parte do SUS é fruto da má-gestão e falta de planejamento.

Por anos, são 22 bilhões de reais que vão pelo ralo. Dinheiro público que poderia ser investido para melhorar o atendimento.

Para os especialistas, o principal fato de ineficiência é o número de hospitais pequenos no Brasil.
Além disso a falta de compromisso do Governo do Estado, que até meados deste anos destinou apenas 18% dos recursos autorizados para a saúde.

Hoje sete em casa dez brasileiros dependem exclusivamente do sistema público de saúde (mais de 150 milhões de pessoas).

Portanto avanços de um sistema que, nem sempre se mostra eficiente.

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