Dia da Mentira: na pandemia e diante das fake news, confiança no rádio e TV aumenta

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O dia primeiro de abril é conhecido como o Dia da Mentira, mas nos últimos tempos, sobretudo neste período de pandemia, por conta do novo coronavírus, as fake news estão sendo disseminadas não somente nesta data, aumentando a desinformação e muitas vezes preocupando as pessoas por conta de situações alarmantes que muitas vezes são inexistentes.

Circularam vídeos e informações nesta semana que donos de uma grande rede de supermercados pediam o cancelamento do isolamento social, mas a informação não é verídica. Por meio de sua assessoria de imprensa, o Carrefuor, uma das redes citadas no vídeo, informou que seus donos não tem nenhuma ligação com essas informações.

Ainda relacionada à Covid-19, circulou um áudio atribuído ao ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta. Na mensagem disseminada nas redes sociais, um homem que se identifica como o ministro diz que o Brasil viveria umas das semanas mais críticas de transmissão por conta do novo coronavírus.

Em pronunciamento, durante coletiva de imprensa, Mandetta disse que o áudio não teria sido gravado por ele e afirmou que todas as suas falas à população são feitas de maneira oficial.

Com tamanha disseminação de notícias falsas, sobretudo nas redes sociais, os meios mais tradicionais, como o rádio e a televisão se sobressaem e reforçam seu papel e sua credibilidade diante da população neste momento.

Um levantamento feito pelo Datafolha e divulgado em março apontou que apenas 12% dos entrevistados confiam nas informações repassadas em redes sociais como WhatsApp e Facebook para sanar esclarecimentos sobre o novo coronavírus.

No caso da TV e do rádio, o índice é superior. A televisão aparece com 61% e o rádio 50% quanto à confiança para se informar sobre o novo coronavírus.

Jornais impressos também aparecem em destaque no levantamento, alcançando o índice de 56% na opinião dos entrevistados.

O estudo também perguntou em qual dos meios as pessoas não confiam e, neste caso, o aplicativo de mensagens WhastsApp lidera, com 58%, seguido do Facebook, com 50%.

Fonte: Portal Amirt
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