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Dia Mundial do Coração: Cardio-oncologia previne e trata doenças cardiovasculares em pacientes com câncer

No domingo, dia 29, comemora-se o Dia Mundial do Coração. No Brasil, a campanha Setembro Vermelho, trouxe alertas e dicas de como cuidar bem do coração. A campanha objetiva a diminuição considerável do número de casos de infartos, derrames e outras complicações cardiovasculares.

Segundo o Ministério da Saúde, devido ao envelhecimento da população brasileira, as doenças cardiovasculares e o câncer se tornaram responsáveis por cerca de 50% das mortes no país. Essa mudança significativa no cenário epidemiológico ampliou os estudos sobre a relação entre esses dois diagnósticos, dando origem a cardio-oncologia, uma sub-especialidade da cardiologia que visa acompanhar pacientes em tratamento oncológico para diagnosticar, tratar ou atuar na prevenção de eventos cardiovasculares.

Dra. Marina Bond, cardiologista especialista em cardio-oncologia da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, explica que, além de compartilharem fatores de risco como obesidade, hipertensão, diabetes, entre outros, os tratamentos oncológicos podem também aumentar o risco de insuficiência cardíaca, infarto do miocárdio e demais complicações do coração.

De acordo com a especialista, a quimioterapia, a radioterapia, imunoterapia, endocrinoterapia; e até mesmo cirurgias oncológicas, podem afetar a saúde do coração. “Alguns medicamentos usados no tratamento contra o câncer de mama, linfomas e sarcomas podem causar insuficiência cardíaca”, explica Dra. Marina.

A médica relata que doenças coronárias, valvulares, arritmias e complicações pericárdicas podem ocorrer de forma aguda, precoce ou tardia, mesmo anos após o término do tratamento oncológico.

Com o acompanhamento médico adequado, o paciente em tratamento oncológico recebe então, terapia específica para prevenir as complicações cardiovasculares, conseguindo completar o tratamento contra o câncer com sucesso. “A cardio-oncologia não visa suspender a quimioterapia, mas sim permitir que o paciente complete o seu tratamento de forma segura, eficaz e com saúde cardiovascular”, esclarece a especialista.

Exemplos de medicamentos que podem ser tóxicos ao coração:

– Antraciclinas como doxorrubicina: Insuficiência cardíaca. Essa classe de medicamentos é usada para tratamento de câncer de mama, linfomas e sarcomas.

– Anticorpo monoclonal trastuzumabe: Insuficiência cardíaca. O fármaco é utilizado para um tipo específico de tumor mamário.

– 5-Fluoruracila ou capecitabina: Vasoespasmo coronariano e infarto agudo do miocárdio. São utilizados como tratamentos prévios e auxiliares para o câncer de cólon.

– Endocrinoterapia (tratamentos hormonais): Piora do colesterol, ganho de peso e aumento de risco de diabetes, todos fatores de risco cardiovascular. São medicamentos indicados para o tratamento de câncer de próstata e de mama.

Além destes fatores de risco citados, o tabagismo, o diabetes e o sedentarismo também favorecem desenvolvimento de problemas cardíacos e de câncer. Por isso, a cardiologista especialista, Dra. Marina Bond, aconselha bons hábitos de vida, como manter-se no peso ideal, parar de fumar, exercitar-se regularmente e gerenciar o estresse.

Foto: visaooeste.com.br
Via: vivian fiorio/máquinacohn&wolfehttp://Dia Mundial do Coração: Cardio-oncologia previne e trata doenças cardiovasculares em pacientes com câncer

 

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