Dono de tuk tuk busca regulamentação turística em Passos

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Por 10 longos anos o serviço de mototaxi foi o que manteve a saúde financeira de Wankler da Silva Machado e sua família. No final de 2017, surgiu a oportunidade de adquirir um triciclo tuk tuk para fazer corridas. Fez, segundo ele, o investimento de sua vida, comprou o transporte por R$15 mil e vem desempenhando cerca de 10 corridas diárias a R$10 cada, levando no máximo dois adultos e uma criança.
Agora o motociclista busca a regulamentação do serviço como transporte turístico. Prefeitura só se posicionará mediante reunião com o Ministério Público.
De acordo com Wankler da Silva Machado, ele entregou o documento na administração municipal pedindo a regulamentação do serviço de transporte de turismo em triciclo motorizado com cabine fechada, por já ter três exemplares funcionando em Passos e com bastante procura. “Entendo que a prefeitura fazendo um decreto de regulamentação vai atender à procura e servirá como um serviço alternativo de adequação à atividade turística que a cidade se mostra como vocação, com um shopping a céu aberto, que é a Avenida da Moda, diversas igrejas e pontos turísticos”, disse.
No documento entregue nesta terça-feira, 2, Machado aponta para as características turísticas devem ser levadas em conta. “Por suas dimensões, como pelo baixo impacto no sistema viário e poluição ambiental, a atividade pode ser considerada muito interessante. Minha proposta é fazer de forma experimental. Desta forma, o decreto pode autorizar o funcionamento para que possamos explorar a atividade, claro que com o equipamento em acordo com a legislação de trânsito, em especial a Resolução 129/2001 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran)”, afirmou.
Com relação à falta de segurança, um dos itens questionados sobre o transporte de triciclo, Wankler assegura que o Conselho Nacional de Trânsito, no uso das suas atribuições legais, editou a Resolução nº 129, de 06 de agosto de 2001, estabelecendo os requisitos de segurança e dispensando a obrigatoriedade do uso do capacete de segurança para o condutor e passageiro do triciclo automotor com cabine fechada, quando em circulação somente em vias urbanas.
“A gente usa cinto de segurança e não vejo nenhuma justificativa neste sentido. O que entendo é que estão sendo questionados muito mais por conta de tomarmos clientes, tanto dos taxistas, quanto de ônibus, embora eu, particularmente, penso que o transporte está sendo útil para um nicho que não utiliza estes serviços, tais como idosos que não conseguem subir em ônibus ou não podem ficar tempo em parada de ônibus, pois o nosso transporte leva de porta a porta. Outra situação são pessoas acima do peso, que não utilizam mototáxi de maneira alguma, em período de chuvas, mães com crianças”, aponta Machado.

Administração

A posição da prefeitura não mudou, o serviço permanece irregular, passível de fiscalização e que o único contrato vigente é com a Cisne no município.  “Assim que terminar o recesso forense vamos fazer uma reunião entre Ministério Público, a concessionária Cisne, os proprietários de triciclos e outros interessados, para que possamos chegar a uma decisão”, afirmou Mohallem, responsável da Prefeitura pelo assunto.
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