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Estudantes vão às ruas e aulas são suspensas em atos contra corte de verbas do MEC

Diversos atos contra cortes de verbas da educação anunciados pelo Ministério da Educação (MEC) marcaram esta quarta-feira, 15, em seis cidades do Sul de Minas.

Em Poços de Caldas, segundo a Superintendência Regional de Ensino, foram pelo menos cinco escolas estaduais com paralisação parcial. Com isso, pelo menos 2,6 mil alunos ficaram sem aulas durante a manhã.
Nas escolas municipais, segundo o Sindicato dos Servidores Públicos de Poços de Caldas, pelo menos duas escolas ficaram com as atividades completamente paralisadas por conta dos protestos. Nas duas unidades, são cerca de mil alunos.
Além disso, alunos e funcionários do campus Poços de Caldas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais (IF Sul de Minas), da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) e da Universidade Federal de Alfenas (Unifal) se concentraram no Praça Pedro Sanches e depois saíram em passeata pelas ruas do Centro da cidade para protestar contra o corte de verbas na unidade e na educação como um todo.

Foto: Redes Sociais

Em Varginha, os estudantes da Unifal e do Cefet-MG se reuniram no campus no início da manhã e saíram às ruas durante a manhã com cartazes e faixas com frases de protesto. Os alunos chegaram ao Centro da cidade por volta das 11h.

Foto: Letícia Oliveira

Em Itajubá, os alunos se reuniram na Praça Teodomiro Santiago. Os estudantes mostraram nos estandes materiais de pesquisa da universidade e projetos desenvolvidos pela instituição.

Em Lavras o evento começou ainda durante a manhã. Os alunos e professores se reuniram na Praça Augusto Silva, no Centro.

Os alunos do Instituto Federal de Muzambinho também foram para as ruas. Eles saíram pelas ruas centrais, principalmente pela Avenida Dr. Américo Luz. Além da Concentração na Avenida, os manifestantes fizeram caminhada pelas ruas da cidade fazendo seu protesto com várias faixas e cartazes.

Foto: Gerson Dias

Em Inconfidentes, os estudantes do Instituto Federal fizeram uma mostra de ciências e culturas na praça, com exposição de banners sobre as pesquisas feitas no instituto, além de apresentações culturais.

Os cortes
Em abril, o Ministério da Educação divulgou que todas as universidades e institutos federais teriam bloqueio de recursos. Em maio, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) informou sobre a suspensão da concessão de bolsas de mestrado e doutorado.
O MEC bloqueou 24,84% dos gastos não obrigatórios dos orçamentos das instituições federais. Essas despesas incluem contas de água, luz e compra de material básico, além de pesquisas
Em 2019, as verbas discricionárias representam 13,83% do orçamento total das universidades. Os 86,17% restantes são as chamadas verbas obrigatórias, que não serão afetadas. Elas correspondem, por exemplo, aos pagamentos de salários de professores, funcionários e das aposentadorias e pensões.
Segundo o governo federal, a queda na arrecadação obrigou a contenção de recursos. O bloqueio poderá ser reavaliado posteriormente caso a arrecadação volte a subir. O contingenciamento, apenas com despesas não obrigatórias, é um mecanismo para retardar ou deixar de executar parte da peça orçamentária devido à insuficiência de receitas e já ocorreu em outros governos.

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