Estudo da Unifal aponta que onda roxa começa a dar resultados após 3 semanas no Sul de Minas

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Estudo divulgado nesta terça-feira (6) pelo projeto de pesquisa “Indicadores de Covid”, da Universidade Federal de Alfenas (MG), aponta que após quase três semanas de implementação da onda roxa, o cenário da pandemia do novo coronavírus começa a melhorar no Sul de Minas. Nesta última semana, a média semanal de casos caiu de 1.493 em 2 de abril para 1.118 em 5 de abril.

Conforme o estudo orientado pelo professor Sinézio Inácio da Silva, apesar da subnotificação de casos nos feriados da Páscoa, já pode se observar uma melhora na evolução do número de novos casos da Covid-19 no Sul de Minas.

Professor de epidemiologia analisa resultados da onda roxa no Sul de Minas

Segundo o estudo, há tendência de estabilidade de casos novos, apesar de ainda haver tendência de crescimento de mortes e internações. Exceto na regional de Varginha, que apresenta tendência de estabilidade em internações, permanece a tendência de crescimento de óbitos em todas as regionais de saúde.

Sinézio Inácio da Silva Júnior, professor de epidemiologia e saúde coletiva, destaca efeitos da onda roxa no Sul de Minas — Foto: Arquivo Pessoal

Sinézio Inácio da Silva Júnior, professor de epidemiologia e saúde coletiva, destaca efeitos da onda roxa no Sul de Minas — Foto: Arquivo Pessoal

Cobertura vacinal e novos casos

 

Conforme o estudo da Unifal, o Sul de Minas atingiu 95% de cobertura vacinal de sua população com 80 anos ou mais (primeira dose). Entre os 10 maiores municípios em população, ainda continuam com esse indicador abaixo de 90% os municípios de Três Corações (84%), Passos (80%) e Alfenas (63%).

Os dados apontam que o crescimento de mortes entre pessoas mais jovens já é maior do que o da população mais idosa, o que pode indicar um efeito da vacina e a ação da variante P1.

Na semana entre os dias 30 de março e 5 de abril, o Sul de Minas registrou uma queda de 8% na média de casos semanais, se comparado com 14 dias atrás. A média diária de casos na região na última semana foi de 1.118. No dia 2 de abril, houve um novo recorde de registros: 1.493.

Entre os municípios mais populosos, Passos (46%), Três Corações (20%) e São Sebastião do Paraíso ainda estão com crescimento no número de casos. Varginha (-22%), Itajubá (-23%) e Alfenas (-20%) são os que registraram maiores quedas. Poços de Caldas, Pouso Alegre, Lavras e Três Pontas apresentam tendência de estabilidade.

Em mortalidade, Três Corações e Três Pontas apresentam tendência de queda, todos os demais 7 municípios Sul Mineiros mais populosos apresentam tendência de crescimento. Coeficientes de mortalidade por idade indicam o início de um efeito protetor da vacinação nos mais idosos e maior ameaça da cepa P1 para os mais jovens.

Quadro mostra que apesar da queda de novos casos, ainda há crescimento de mortes e internações na região — Foto: Reprodução / Unifal

Quadro mostra que apesar da queda de novos casos, ainda há crescimento de mortes e internações na região — Foto: Reprodução / Unifal

Crescimento de internações

 

As internações tiveram uma média de 102 pessoas hospitalizadas diariamente na região na semana entre 30 de março e 5 de abril, o que representa um crescimento de 46%, se comparado com 14 dias atrás.

A maior preocupação fica por conta de Itajubá e Pouso Alegre, onde as médias de internações cresceram 500% e 210% respectivamente.

Outras cidades como Alfenas (183%) e Lavras (150%) também apresentaram alta considerável na média. Entre as maiores cidades do Sul de Minas, apenas Varginha apresentou queda nas internações, de 20%.

Na última semana houve uma média diária de 36 mortes por Covid na região, o que aponta para um crescimento de 61% dos óbitos se comparados com 14 dias atrás. Em todo o estado de Minas Gerais, esse crescimento foi de 36% para o mesmo período.

A média de mortes aumentou na última semana em Lavras (400%), Varginha (350%), Pouso Alegre (211%) e Passos (200%). Das maiores cidades, Três Pontas (-100%) e Três Corações (-25%) são as cidades com as maiores reduções de mortes nesta última semana.

Fonte: G1
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