Farmácias oferecem 5.500 salas de vacinação contra Covid ao Ministério da Saúde

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As farmácias privadas do Brasil negociam a utilização de cerca de 5.500 salas de vacinação para aplicar vacinas contra Covid-19 ao redor do país por meio do SUS, de acordo com a Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma). Só em Minas Gerais, aproximadamente 580 podem ser disponibilizadas.

A vacinação já ocorre em alguns desses locais: na capital de São Paulo, por exemplo, a Drogaria São Paulo fechou, em março, uma parceria com a prefeitura para que lojas sejam utilizadas para a imunização. “Conseguiríamos aplicar 10 milhões de vacinas por mês no Brasil. Assim que tiver vacina disponível, em junho, julho, ajudaremos o SUS”, disse o CEO da Abrafarma, Sergio Mena Barreto, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (5), em comemoração aos 30 anos da entidade, celebrados em 2021.

De acordo com ele, a associação já está em contato com o Ministério da Saúde para avaliar a utilização das farmácias na campanha de vacinação. Também há planos de desenvolver um aplicativo que poderá ser utilizado para notificar os cidadãos sobre o momento de se vacinar e onde pode encontrar uma dose da vacina. Ainda segundo Barreto, os 40 centros de armazenamento das grandes redes de farmácias brasileiras estão à disposição do ministério em caso de necessidade.

O CEO afirmou que a Abrafarma não tem intenção de tentar comprar vacinas contra Covid-19 por conta própria. “A fila (da vacina) é única, só tem que andar mais rápido, e queremos ajudar nisso”, disse.

Farmácias realizam seis milhões de testes de Covid-19

As drogarias brasileiras realizaram pouco mais de seis milhões de testes de Covid-19 desde o início da pandemia, de acordo com a Abrafarma, que representa 26 redes e responde pela maior parte do faturamento do setor.

Os dados completos ainda serão divulgados pela entidade nesta semana, mas uma prévia apresentada nesta quarta-feira revela que o número de testes realizados continua decaindo desde a última semana de março, quando ocorreu um pico de procura pelos testes. Tanto a busca pelos testes quanto a taxa de positividade deles, porém, permanece maior do que em qualquer momento de 2020.

“A taxa de testes positivos ainda é alta, de 24%, enquanto nossa média era de 15%”, pontua o CEO da Abrafarma, Sergio Mena Barreto. De acordo com ele, a comercialização dos testes representou em torno de 1% do faturamento das farmácias associadas em 2020, quando o setor teve um rendimento recorde de R$ 58,17 bilhões.

 

Fonte: O Tempo
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