Infectologistas recomendam que não sejam realizados encontros no dia das mães

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Embora 1,59 milhão de mineiros já tenham recebido a segunda dose da vacina contra a Covid, ainda não é hora de descuidar do distanciamento social. Para o Dia das Mães, celebrado no dia 9 de maio, a recomendação dos infectologistas é de não realizar reuniões familiares, mesmo que a matriarca já esteja imunizada.

Para o infectologista Leandro Curi, a vacina traz uma falsa sensação de segurança. A população não pode se esquecer de que vivemos o pior momento da pandemia, mesmo que tenha havido uma tímida queda no número de casos e internações. “A pessoa que tomou a vacina também pode se contaminar e transmitir o vírus. Além disso, devemos nos lembrar de que muita gente presente na reunião familiar ainda não está imunizada”, diz o médico, pedindo também para que as pessoas não viajem para visitar a mãe.

Curi afirma ainda que hoje o risco de internação existe para todos, independentemente da idade. “Em 2020, nos preocupávamos com os grupos de risco, mas agora circula pelo país a variante P1 que também provoca sintomas graves e mortes em jovens saudáveis”.

De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz, a letalidade da Covid aumentou recentemente. No final de 2020, este indicador se encontrava na faixa de 2%, aumentou para 3% em março e subiu para 4,4% entre os dias 18 e 24 de abril. Em apenas 36 dias, mais de 100 mil brasileiros perderam a vida para a Covid.

CUIDADOS DEVEM SER REDOBRADOS

Caso a família decida mesmo assim fazer uma reunião, deve escolher um lugar aberto e manter distância de 2 metros entre os familiares, de acordo com Unaí Tupinambás, integrante do Comitê de Enfrentamento à Covid da capital. Ele recomenda também que haja buffets separados no almoço, conforme as residências dos participantes da festa.

“Uma mesa com bufê do núcleo X ou Y da família, por exemplo. E protegendo, claro, os mais vulnerabilizados: sua avó, seu avô, sua mãe, seu pai. A vacina não dá um salvo-conduto para você fazer festas. Infelizmente, tem que ter em torno de 60% a 70% da população vacinada (para isso acontecer)”, explica Tupinambás, completando que no mês de junho poderá haver um pico da doença ainda pior do que foi entre março e abril.

Também integrante do Comitê, o infectologista Estevão Urbano lembra que as pessoas tendem a se esquecer das medidas de segurança nos momentos em que estão mais relaxadas.

“A mobilidade urbana aumentando dá a frágil e falsa impressão de que está tudo sob controle. Aí, você faz um Dia das Mães, depois das duas primeiras taças de vinho as pessoas perdem qualquer controle. E 14 dias depois, os números começam a se tornar visíveis”, afirma.

A DICA É INVESTIR NA CRIATIVIDADE

Assim como no ano passado, os filhos podem usar da criatividade para emocionar as mães, mesmo a distância. Restaurantes, bares, empórios, floriculturas e vários outros tipos de estabelecimentos oferecem produtos que podem ser entregues na casa da presenteada de forma segura.

Uma ideia inusitada e segura para a data é a serenata. O músico Bernardo Dias começou a oferecer esse tipo de serviço no Dia das Mães do ano passado e viu demanda para essa forma de carinho durante toda a quarentena. A agenda de apresentações para o dia 9 já está quase cheia.

Bernardo perdeu a mãe há quatro anos, mas se emociona a cada serenata feita. “Eu choro em várias apresentações, fico com o sentimento de como se estivesse tocando para a minha mãe”, diz o músico, completando que “Como é grande o meu amor por você”, de Roberto Carlos, é a canção sempre mais pedida pelos filhos.

 

Fonte: O Tempo
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