John John diz que ama enfrentar Medina

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Rivais na briga pelo título mundial abrem o jogo sobre o que pensam e sentem nas baterias contra Medina. Jordy destaca versatilidade, e Julian vê baterias com Medina como espetáculo para o público.

John John diz que ama enfrentar Medina.

Gabriel Medina era carta fora do baralho até o início da perna europeia do Circuito Mundial de 2017, mas as duas vitórias seguidas, na França e em Portugal, o colocaram na briga pelo título mundial. O brasileiro foi para a última etapa da temporada, em Pipeline, no Havaí, na vice-liderança do ranking mundial, atrás apenas do havaiano John John Florence.

Os dois entraram juntos na elite, em 2011, formam uma das maiores rivalidades no surfe e buscam o bicampeonato seis anos depois. O sul-africano Jordy Smith e o australiano Julian Wilson mantêm esperanças de erguer o caneco, mas as chances são menores. Os três concorrentes de Medina abriram o jogo e revelaram o que pensam e sentem ao enfrentar o brasileiro.

A próxima chamada para avaliar as condições do mar será nesta segunda-feira, às 15h30, pelo horário de Brasília. Apesar dos ventos desfavoráveis, a WSL planeja colocar a primeira fase no período da manhã no Havaí (tarde no Brasil). O SporTV.com transmite as baterias ao vivo.

“Traz aquele fogo”, diz John John

Seu principal rival, John John Florence, não se surpreendeu com a recuperação de Gabriel na reta final desta temporada e considerou que a disputa ficou mais interessante com a sua entrada. Medina já venceu 11 vezes o havaiano, que levou a melhor em quatro confrontos.

– Espero que a gente construa uma grande rivalidade porque é isso que uma boa competição precisa. Eu amo surfar contra ele. Ele traz aquela energia que me faz querer ser melhor e querer ser um competidor melhor. Traz aquele fogo – disse o havaiano, criado nas ondas de Pipeline.

Gabriel Medina e John John Florence foram uma das maiores rivalidades no surfe (Foto: WSL / DAMIEN POULLENOT)

Versatilidade em diferentes condições

O sul-africano Jordy Smith destacou o potencial e a versatilidade do brasileiro em diferentes ondas e condições do mar ao longo das 11 etapas do Tour.

– O Gabriel é um surfista muito bom. Ele pode vencer qualquer evento do tour com facilidade. Ele teve uma ótima perna europeia, provavelmente, a melhor que ele já teve na vida. Isto colocou ele lá em cima e com chance de ficar com o título – avaliou o top 3 do mundo.

Diversão x nervosismo

Em quarto do ranking e com possibilidades remotas de ser campeão, Julian Wilson afirmou que as baterias com Medina são sempre nervosas para os surfistas, embora sejam um espetáculo para o público. Eles já se enfrentaram em cinco finais, e o australiano lidera o retrospecto por 3 a 2.

A primeira vitória de Medina na elite, na França, em 2011, foi sobre Julian, que acabou levando a melhor em Portugal (2012), Havaí (2014) e Teahupoo (2017), mas levou troco veio em Portugal (2017) na última final. Nesta temporada, o brasileiro e o australiano estão empatados por 1 a 1.

– É sempre uma atração (as baterias com Medina). É um espetáculo para quem assiste, divertido, mas nervoso para quem está surfando. Tivemos boas batalhas, e eu sempre achei boas ondas, que era o que importava – considerou Julian.

– Vencer duas etapas seguidas é excepcional. Todo ano que ele vem ele é favorito na França. Ele provou isso e nós tivemos uma final em Portugal. E foi capaz de vencer as duas em sequência. Era o que ele tinha que fazer, ele tinha uma chance e ele foi lá e fez – completou.

(Foto: Infoesporte)

Confira as baterias da 1ª fase no Havaí:

1: Matt Wilkinson (AUS), Jeremy Flores (FRA) e Jadson André (BRA)
2: Owen Wright (AUS), Kanon Igarashi (EUA) e Josh Kerr (AUS)
3: Julian Wilson (AUS), Conner Coffin (EUA) e Stuart Kennedy (AUS)
4: Jordy Smith (AFR), Bede Durbidge (AUS) e Ethan Ewing (AUS)
5: Gabriel Medina (BRA), Miguel Pupo (BRA) e Benji Brand (HAV)
6: John John Florence (HAV), Wiggolly Dantas (BRA) e Dusty Payne (HAV)
7: Adriano de Souza (BRA), Caio Ibelli (BRA) e Jack Freestone (AUS)
8: Kolohe Andino (EUA), Joan Duru (FRA) e Kelly Slater (EUA)
9: Filipe Toledo (BRA), Michel Bourez (TAH) e Ezekiel Lau (HAV)
10: Sebastian Zietz (HAV), Adrian Buchan (AUS) e Ian Gouveia (BRA)
11: Joel Parkinson (AUS), Connor O’Leary (AUS) e Leo Fioravanti (ITA)
12: Mick Fanning (AUS), Frederico Morais (POR) e Italo Ferreira (BRA)

Via globoesporte
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