Justiça argentina ordena prisão de Cristina Kirchner

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Ex-presidente é acusada de encobrir envolvidos em atentado que matou 85 pessoas em 1994.

A Justiça da Argentina ordenou a prisão da ex-presidente Cristina Kirchner por supostamente encobrir iranianos acusados pelo atentado da Associação Mutual Israelita Argentina (Amia) que causou a morte de 85 pessoas em 1994, informou na quinta-feira (7) a agência de notícias estatal Télam. A medida também visa destituir Cristina de seu recém-eleito cargo de senadora, que conquistou nas eleições legislativas de outubro.

A ex-presidente Cristina Kirchner em seu juramento como senadora em novembro – PABLO GRINBERG / AFP

Ela deverá ser submetida a um processo de destituição no Congresso para o qual se exige que o governo do presidente Mauricio Macri inclua esse pedido em uma convocatória a sessões legislativas extraordinárias.

A ordem foi determinada pelo juiz Carlos Bonadío, que também decretou a prisão de vários ex-funcionários kirchneristas. Entre eles está Héctor Timerman, que teve pedido de prisão domiciliar devido ao delicado estado de saúde, disse a imprensa.

Em outubro, Cristina, que governou a Argentina entre 2007 e 2015, se apresentou à Justiça para rejeitar por escrito todas as acusações contra si. A causa foi aberta com base em uma denúncia do promotor argentino Alberto Nisman, apresentada quatro dias antes de seu assassinato, em 18 de janeiro de 2015. Nisman era responsável pelo caso Amia e foi morto com um tiro na cabeça em seu aparamento na capital argentina, num caso que ainda está sendo investigado.

Bonadío investiga a ex-presidente por traição à pátria ou ocultação grave por ter firmado em 2012 um pacto com o Irã que buscava poder investigar em Teerã ou outro país ex-altos funcionários iranianos acusados pelo atentado na associação judaica.

— É uma grande bobagem jurídica. O objetivo desta perseguição judicial é assustar os dirigentes da oposição no Parlamento. Querem um Parlamento subsmisso — teria dito a senadora na saída do tribunal.

OUTROS ALVOS DA JUSTIÇA

Na quinta-feira (7), foi preso em sua casa em Río Gallegos, na província de Santa Cruz, o ex-secretário Legal e Técnico da ex-presidente, Carlos Zannini, mão-direita de Kirchner. O dirigente social kirchnerista Luis D’Elía também foi detido. O magistrado também acusou, além deles, sem prisão preventiva e com proibição de deixar o pais, o ex-titular da Agência Federal de Inteligência, Oscar Parrili.

Via OGlobo
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