Justiça bloqueia bens de ex-prefeito de Ilicínea

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A Justiça mandou bloquear os bens do ex-prefeito de Ilicínea (MG) Aluísio Borges de Souza. Ele responde a uma ação por improbidade administrativa porque, segundo o Ministério Público, fez um rodeio sem licitação.

O ex-vereador Joaquim Ribeiro de Almeida atuou entre os anos de 2009 e 2012 e fez parte da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apurou denúncias de irregularidades contra o ex-prefeito. Ele conta que, na época, o que chamou a atenção foi a realização de uma festa de rodeio no centro de eventos da cidade.

“Os aposentados não podiam entrar e estudantes com carterinha não valia. E a prefeitura comprou um dia de domingo em que não se entrava de graça, tinha que levar um quilo de alimento”, conta o ex-vereador.

Na época, o resultado da CPI foi encaminhado ao Ministério Público em Boa Esperança (MG), onde foi constatado o ato de improbidade administrativa. Isso porque a prefeitura contratou uma empresa, sem licitação, para realizar mais de uma vez a festa de peão da cidade.

Ex-prefeito de Ilicínea tem bens bloqueados pela justiça (Foto: Reprodução / EPTV)
Ex-prefeito de Ilicínea tem bens bloqueados pela justiça (Foto: Reprodução / EPTV)

Segundo as investigações, nos anos de 2010 e 2011, o município também comprou ingressos para liberar a bilheteria no último dia de festa, só que a preços elevados – foram R$ 60 mil em um ano e R$ 120 mil no outro.

De acordo com o promotor de justiça Fernando Muniz, há evidências de improbidade administrativa. “No entender do Ministério Público, os gastos do município têm de ser precedidos por licitação. Se não o são, há um favorecimento pelas pessoas que são escolhidas para receber verbas públicas”, explica.

Ainda segundo Muniz, o MP conseguiu na Justiça uma liminar para bloquear R$ 540 mil em bens do ex-prefeito e também do dono da empresa contratada.

Já o ex-prefeito disse ter confiado na equipe que realizava a festa e que não sabia da falta de licitação. “Quando veio, já estava com o parecer jurídico e para mim já estava tudo esclarecido e eu só assinei”, defende Aluísio.

Ainda segundo o ex-prefeito, a defesa dele já recorreu da liminar. Agora o Ministério Público espera o julgamento do caso.

Fonte: G1 

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