Laboratórios de MG querem realizar o diagnóstico para o coronavírus, mas ainda não há credenciamento

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Diversos laboratórios se interessaram em compor a rede responsável pelos diagnósticos do novo coronavírus em Minas Gerais. Já são mais de cem laboratórios interessados e até a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)  pode tornar uma colaboradora através dos seus pesquisadores. As equipes da UFMG trabalham em oito laboratórios de pesquisa da instituição e devem somar forças para a análise dos exames de Covid-19 afim de detectar o novo vírus no estado de Minas Gerais.

Embora o empenho em ajudar seja uma realidade, não há previsão para o credenciamento de nenhuma destas empresas. O processo de habilitação de laboratórios que integrarão a RedeLab Covid-19 começou no dia 23, com a manifestação de interesse e envio de documentos por parte das empresas, que estão sendo analisados pela fundação. Até o dia 26, data da última atualização pela Funed, 120 laboratórios já haviam manifestado interesse.

De acordo com a Funed, os laboratórios públicos ou particulares somente serão habilitados para tal função se cumprirem tais requisitos:

  • ser um laboratório que realiza análises de caráter clínico/científico em amostras biológicas humanas, classificado com nível de segurança biológica NB2;
  • ter recursos humanos e infraestrutura adequada para a execução do método RT-PCR em tempo real;
  • seguir as normas de qualidade e biossegurança, além de encaminharem as amostras para o Laboratório Central de Saúde Pública de Minas Gerais, na Funed, a título de controle de qualidade.

Segundo a Funed, os laboratórios aprovados ainda serão submetidos aos controles de qualidade.

De acordo com o boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde na segunda, 30, Minas Gerais tem 29.724 casos suspeitos da doença , 261 confirmados e um óbito. Outras 23 mortes seguem em investigação, aguardando o resultado de exames.

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