Leitos de UTI exclusivos para paciente com a Covid-19 em Minas Gerais tem grande redução

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Após atingir o pico de pessoas internadas com sintomas graves da doença em junho, a ocupação dos leitos de UTI exclusivos para pacientes com a Covid-19 está cada vez mais reduzida em Minas Gerais. Conforme o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, o índice alcançado nesta segunda-feira (28) é o menor dos últimos três meses.

Atualmente, há mais de 2.300 pessoas em acompanhamento nos leitos, sendo que 895 com sintomas da doença – a ocupação total é de 61,33%. “Isso nos chama a atenção porque são os menores índices que tivemos de internações em terapia intensiva desde o pico que vimos em junho”, acrescenta.

Dados da pasta apontam que o Estado conta com quase 4.000 vagas nas unidades de saúde, contra 2.072 em fevereiro, antes da confirmação do primeiro caso. Em julho, a região Triângulo Sul chegou a vivenciar um esgotamento do sistema, com 100% das vagas ocupadas. No balanço atual, as macrorregiões com maiores índices são Triângulo do Norte (72,53%), Centro (68,09%) e Sudeste (59,85%).

Com 21.000 vagas para pacientes com a doença, os leitos de enfermaria tem uma taxa ainda menor e não ultrapassam 60% de ocupação. Os maiores índices são registrados nas macrorregiões Triângulo Norte (83,65%), Centro (71,37%) e Leste (69,84%).

Já em relação ao boletim epidemiológico desde segunda, que mostrou apenas 12 óbitos e 1.518 casos registrados nas últimas 24 horas, o secretário lembrou que os números são consequência dos dois balanços anteriores. “Começamos com uma notificação pequena de casos, o que é reflexo ainda do final de semana”, justificou.

Diferenças regiões

Ainda durante a entrevista coletiva, o secretário citou a situação da Zona da Mata, em que a maioria dos microrregiões – divisão do Minas Consciente por cidades regionais polos de saúde – segue na onda Amarela do programa. Só Conselheiro Lafaiete, Leopoldina-Cataguases e Santos Dumont estão na classificação verde atualmente.

Carlos Eduardo Amaral lembra que a situação é parecida com o que foi vista em todo o Estado na última semana, com um discreto aumento da ocupação dos leitos e positividade dos exames. “O que parece é que nesta semana começaremos a cair novamente. De uma forma geral, sempre prestamos muita atenção nas tendências. Mudanças muito isoladas, exceto se forem extremamente abruptas, nós não valorizamos porque elas podem trazer muitas variáveis”, explicou.

O secretário enfatizou também que dificilmente pode ocorrer uma exaustão de leitos – ocupação de 100% – na região de uma forma geral. “Nós podemos ter microrregiões em situações diferentes e às vezes municípios com panoramas distintos. Mas é importante lembrar que uma macrorregião serve como um possível colchão de amortecimento de outra cidade que está com o número de casos um pouquinho mais elevado”, frisou.

Fonte: O Tempo
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