Manifestantes tentam invadir Assembleia Legislativa de Minas nesta quarta-feira

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Esta quarta-feira (19) foi marcada por uma tentativa de invasão ao Palácio da Inconfidência, sede da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Cerca de 80 pessoas que integram diversas ocupações na região metropolitana da capital mineira. Em imagens que circulam nas redes sociais, é possível ver os manifestantes derrubando os gradis que bloqueavam o acesso à ALMG devido às restrições impostas pela pandemia de coronavírus e entrando no prédio.

Em nota, a ALMG explicou que a maior parte dos manifestantes são da Ocupação Carolina Maria de Jesus, localizada no centro da capital. Ainda segundo o Parlamento, o grupo é formado por mulheres, crianças e idosos. Segundo as informações mais atualizadas, ainda há pessoas no hall administrativo do Palácio da Inconfidência, mas já houve dispersão.

“A Polícia Legislativa, que tem entre suas diretrizes de atuação o uso da não violência, negocia a retirada pacífica dos manifestantes, que são liderados pelo Movimento de Luta pelos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) e contam ainda com apoio de lideranças de outros movimentos sociais”, explicou a ALMG.

Ainda segundo as informações, os manifestantes querem apoio do Legislativo junto ao governo de Minas e a prefeituras para resolver os impasses. De acordo com a ALMG, os grupos querem mais apoio financeiro e de infraestrutura por parte do poder público para as ocupações, como o fornecimento regular de água e eletricidade, além do fim dos despejos e remoções.

O deputado estadual Bruno Engler (PRTB) foi um dos que se manifestou nas redes sociais sobre a tentativa de invasão. No entanto, embora o parlamentar tenha afirmado que os movimentos tenham agredido os policiais legislativos, conforme informações oficiais da ALMG não há registro de episódios de violência.

“Não são gente de bem”, diz deputado

Durante a sessão remota realizada na tarde desta quarta-feira, o deputado estadual Heli Grilo (PSL) condenou a tentativa de invasão. “Fiquei estarrecido com a posição e a atuação dos invasores. Deu para a gente ver (nos vídeos) eles arrastando e jogando as peças, numa demonstração clara de que não são gente de bem, porque gente de bem conversa, discute e não faz invasões”, afirmou.

Fonte: O Tempo
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