Minas Consciente e decreto liberam reuniões com até 30 na onda vermelha

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A 3ª fase do Minas Consciente, definida pelo governo de Minas, e o decreto municipal 147, publicado na última quinta-feira pela Prefeitura de Passos, liberaram eventos e reuniões familiares. Na onda vermelha, a mais restritiva, são permitidas até 30 pessoas no mesmo local. Já na onda amarela, a permissão é de 100 pessoas e, na onda verde, o número pode chegar a 250. De acordo com o Minas Consciente, a fiscalização deve ser feita pelos gestores municipais, que podem contar com a Polícia Militar e com a população, por meio de denúncias.

A coordenadora da Brigada de Fiscalização no Combate à Covid-19 de Passos, Gleida Dias Souza, afirma que o trabalho da equipe vai continuar intenso e as liberações preocupam.

“Todo mundo sabe que o que dá mais problema são as aglomerações. Vamos ver como vai ser nos próximos dias. Afinal, estavam proibidos eventos de qualquer natureza. Agora, que liberou, ficamos preocupados”, disse.

Segundo ela, com decreto ou não, a população precisa ter consciência. “A doença está aí, matando e muito. Uma reunião pode acarretar na morte de um ente querido. Aglomerar é ser inconsequente”, alertou. “Se não tivéssemos aglomerado no Natal e no Ano Novo, não estaríamos assim”, disse Gleida.

“Durante essa semana, onde só os serviços essenciais funcionaram, fizemos 15 notificações e duas autuações de R$5 mil. Nessa semana, paramos com notificações de novo. Agora voltamos a multar. A brigada vai autuar. Sugiro que todo mundo estude muito bem o decreto”, afirma.

Para a médica infectologista Rosana Porto Viana Teixeira, o ideal seria evitar as aglomerações. “Principalmente em lugares que não há distanciamento social e uso de máscaras”, explicou. A médica disse acreditar que a única solução, para o momento é manter o distanciamento social, usar máscaras, álcool em gel e lavar bem as mãos.

“É o que temos a fazer enquanto a vacina não chega. Prefiro dizer que, se a população agir de forma correta, com as medidas sanitárias recomendadas, mesmo em reuniões de 250 pessoas, o número se torna irrelevante. Três pessoas sem medidas sanitárias se contaminam e 30 que mantém as medidas de segurança não. Depende muito de como está o evento. O fato é que não temos imunização para população como um todo, ainda”, disse.

Segundo Rosana a falta de distanciamento é irresponsabilidade.

“E até criminoso. O importante é se se as medidas estão sendo adotadas ou não. Isso é bom senso. É uma doença grave que vem matando muita gente. Fazer nossa própria análise de acordo com o cenário atual e não aglomerar é ter responsabilidade. Vai muito de cada um. O decreto não pesa tanto. O que pesa é a consciência como ser humano. Não aglomerar é desenvolver amor ao próximo”, disse.

 

Fonte: Folha da Manhã
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