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Ministério Público apura denúncias de crime organizado em Lavras; Empresário, juiz, advogado e servidores são investigados

Nesta quinta-feira, 18, o Ministério Público de Minas Gerais, por meio do Gaeco, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao crime Organizado, ofereceu duas denúncias à Justiça decorrentes da “Operação Octopus”. Esta que investiga crimes de fraudes e lavagem de dinheiro em Lavras. As denúncias envolvem um empresário, um ex-juiz, um advogado e duas servidoras do Poder Judiciário. Eles terão que devolver R$ 37,5 milhões aos cofres públicos.

Na primeira denúncia, três pessoas são denunciadas pela prática de 124 crimes. Sendo estes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, exploração de prestígio, agiotagem, falsidade ideológica, uso de documento falso, peculato e obstrução à investigação envolvendo organização criminosa.

Já na segunda denúncia, três pessoas foram denunciadas em razão da prática de três crimes. Sendo eles corrupção ativa, passiva e peculato.

Segundo as investigações, para conseguir obter os objetivos da organização criminosa, que atuava na cidade de Lavras praticando delitos de agiotagem, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documento falso, servidores públicos foram cooptados, mediante pagamento de vantagens indevidas.

O Ministério Público pediu o afastamento das servidoras que se encontram em atividade. O empresário envolvido segue em prisão domiciliar. Segundo o MP, as investigações vão continuar.

Foto: Gabriela Prado
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