Modelo de São José da Barra é vítima de cyberbullying

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A modelo Érica Lana Vitório, de São José da Barra, foi vítima de cyberbullying nas redes sociais na última semana. Foi feito uma postagem com a frase ‘se você acha que 2020 tá ruim pra você, imagina para a Adriana Modas para achar modelo’ com uma foto da modelo em baixo. Érica conta que quando soube das postagens ficou bastante abalada, mas que agora está bem devido a todo carinho e apoio que recebeu das pessoas.

O responsável pela postagem ainda não foi encontrado, mas a busca continua e a modelo afirma que “quando encontrar o responsável serão tomadas as devidas providências”. Érica diz que está feliz com a repercussão positiva que o caso vem tendo. “Está sendo maravilhoso, pensei que não teria todo o apoio que tenho hoje. Assim que recebi a postagem fiquei em choque, mas graças a Deus tive e estou tendo muito apoio”, conta a modelo.

A modelo ficou sabendo que estava sendo vítima de cyberbullying através de uma amiga da família que enviou a postagem para sua mãe. Segundo Érica, no começo, foi bem difícil lidar com a situação, pois ela nunca imaginou que algum dia passaria por algo assim. “Me senti destruída, porque jamais pensei que passaria por isso. Para lidar foi bastante difícil”, desabafa.

Após toda a repercussão Lívia Dias, a fotógrafa que havia tirado a foto de Érica, fez um vídeo da modelo em forma de protesto ao ocorrido. Érica conta que se não fosse por essa atitude, ela provavelmente teria se calado. “Por mim, eu teria ficado calada. Mas a Lívia sugeriu para gravarmos um vídeo e eu aceitei para ver o que ia dar. Graças a Deus teve uma repercussão muito boa”.

Segundo a advogada Dariane Andrade Hadad, de Passos, cyberbullying é “a intimidação sistemática, repetitiva que se faz contra um indivíduo sem motivo aparente”. Dariane explica que esse tipo de crime se enquadra como injúria, calúnia ou difamação e a denúncia deve ser feita na delegacia.

A denúncia criminal é feita na delegacia. Pode-se contratar um advogado que irá orientar e mover também ação civil, buscando indenização por danos morais e eventualmente materiais. A penalidade deste tipo de crime é de multa, detenção de seis meses a dois anos e, se houver racismo, discriminação por etnia, religião, contra pessoa idosa ou deficiente, pode aumentar a pena de reclusão por até 3 anos. Há também a possibilidade de mover ação civil pleiteando indenização”, explica a advogada.

Fonte: Folha da Manhã
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