Moradores de São Tomé das Letras protestam contra decisão da Justiça de reabrir cidade para turistas

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A decisão da Justiça de permitir da reabertura da cidade de so Tomé das Letras (MG) aos turistas  provocou protestos dos moradores entre a noite de terça-feira (6), quando o ação foi divulgada, e a manhã desta quarta (7). Cerca de 100 pessoas se reuniram com cartazes no Centro da cidade, que é a unica do Sul de Minas sem casos de Covid-19.

A juíza Fernanda Machado de Moura Leite, da 2ª Vara Cível da Comarca de Três Corações, concedeu liminar para um mandado de segurança impetrado por empresários da cidade. Com isso, a decisão de reabrir a cidade passaria a valer imediatamente, só que o município precisa ser notificado. Segundo a procuradoria, a prefeitura ainda não foi avisada e deve recorrer da decisão.

A juíza alega que decidiu atender parcialmente ao pedido dos empresários porque, segundo ela, a prefeitura, durante a pandemia, apenas isolou a cidade, sem trabalhar em medidas para promover a reabertura. O fato, ainda conforme a decisão, vai contra as definições do Programa Minas Consciente, que coloca o Sul de Minas na onda amarela, o que permite a reabertura de serviços não essenciais.

Para os empresários, os quase sete meses sem turistas na cidade prejudicaram a situação das empresas locais. Eles ainda afirmam que tentam, há um tempo, o diálogo para a reabertura, mas como não conseguiram, entraram com o pedido da Justiça há duas semanas.

Por outro lado, para os moradores, não é o momento de reabertura. Segundo eles, faltam os cadastros dos comércios e o treinamento de equipes, além da definição de um protocolo para garantir a segurança contra o coronavírus. No dia 24 de setembro,outro protesto dividiu pessoas que são contra ou a favor da reabertura.

“Aqui no município não temos estrutura, caso venhamos a ter um surto. A gente tem apenas uma unidade de saúde, não possuímos hospital, temos uma ala de isolamento, então conseguimos atender apenas um paciente, um respirador. Caso então tenhamos dois pacientes graves, um a gente não consegue atender. A cidade não está preparada para receber turistas neste momento”, explicou a coordenadora de Vigilância em Saúde, Natália Ribeiro dos Santos Silva.

Ainda conforme Natália, todos os casos suspeitos são monitorados, entre pessoas com síndrome gripal ou que cheguem de áreas consideradas de risco pela vigilância. “É monitorado durante um período para possível análise de sinais e sintomas. Já fizemos 37 testes e todos eles deram negativo”.

Fonte: G1

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