Nível de transmissão do coronavírus volta a subir em BH, impedindo reabertura

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Pela sétima semana seguida, o nível de alerta geral da pandemia de coronavírus em Belo Horizonte continua no máximo (vermelho), o que impede a reabertura das atividades econômicas na cidade. Algo que contribuiu para isso foi o aumento do nível médio de transmissão por infectado (Rt), que foi de 1,00 na semana passada para 1,02 nesta sexta-feira (24).

Esse valor citado significa que, atualmente, uma pessoa transmite a doença para mais de uma pessoa. Esse ritmo de difusão da contaminação indica que o número de casos tende a permanecer elevado.

Na quinta-feira da semana passada (16), havia 13.559 cidadãos infectados com a Covid-19 em BH e 320 mortes. Já nesta sexta, são 16.670 casos confirmados e 432 óbitos em decorrência da pandemia, ou seja, houve um aumento de 22,9% no número de infecções e de 35% de mortes em apenas oito dias.

Além disso, conforme a Secretaria Municipal de Saúde, as taxas de ocupação de leitos cresceram no mesmo período. Nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes com suspeita ou confirmação de Covid-19, a ocupação passou de 85% para 89%, ultrapassando, durante alguns dias, os 90%. Já em em relação aos leitos de enfermaria, a taxa foi de 74% para 73%.

Índices

A classificação desses indicadores é feita pelas cores verde, amarela e vermelha. São categorizados em nível verde se houver utilização de até 50% das vagas em leitos – caso a ocupação esteja entre 50 e 70%, o nível será amarelo. E, acima de 70%, vermelho – atualmente, ambos estão no vermelho.

O número médio de transmissão por infectado (Rt) estará verde de 0 até 1, amarelo, entre 1 e 1,2, e vermelho, quando estiver acima de 1,2 – atualmente, o Rt está no amarelo.

Com base nesses três indicadores principais, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), juntamente com o Comitê de Enfrentamento à Epidemia da Covid-19, analisa os números e define o nível de alerta geral, também categorizado pelas mesmas três cores.

Comércio

Tanto os índices de transmissão quanto de ocupação de leitos são uma base para a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) estudar medidas de contenção da doença e também de flexibilização das atividades comerciais. Atualmente, somente serviços essenciais podem funcionar na capital.

“É importante reforçar que não bastam os leitos como critério de abertura, uma vez que, desde 15 de maio, tem se monitorado também a velocidade de transmissão do vírus (Rt) – outro determinante para o processo de reabertura”, disse o secretário municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão, André Reis.

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Segundo o secretário municipal de Saúde, Jackson Machado, o descontrole na expansão da doença é sempre muito superior à capacidade de expansão da atenção à saúde, considerando leitos, profissionais e insumos. “A vontade da Prefeitura é que toda a cidade estivesse aberta e em funcionamento pleno. Porém, a atual situação da pandemia, de curva ascendente de casos e óbitos pela Covid-19, impede a reabertura de serviços não essenciais. Os índices de ocupação de leitos de UTI e enfermaria seguem altos, mas com novas aberturas e a contribuição da população com o isolamento, conseguimos ter uma pequena redução nos últimos dias. Os atendimentos nas unidades de Urgência e Emergência da Rede SUS-BH e no SAMU aumentaram neste mês. No momento atual, a prefeitura implanta mais medidas de prevenção e assistência, porém a cidade deve permanecer na fase de controle para que sigamos tendo melhoras nos resultados”, afirmou.

Fonte: O Tempo / Foto: Uarlen Valério

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