No dia da tecelagem, o Portal Onda Sul relembra o dossiê promovido pelo Memória Arquitetura de BH

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O ofício da tecelagem é um dos mais antigos na historia da humanidade. Em Carmo do Rio Claro/MG é uma atividade que se desenvolveu no âmbito domestico, desde o inicio do processo de colonização da região. Originalmente, mas não exclusivamente, uma atividade escrava, o tear manual é utilizado na região desde meados do século XVIII para a fabricação de tecidos com os quais se faziam roupas e mantas. Em seguida, ampliaram-se técnicas para tecer produtos voltados para a ornamentação da casa como roupas de cama, mesa e banho. Os fios eram extraídos do algodão ou da lã do carneiro e em seguida sofriam um processo de lavar, cardar, fiar e tecer. O processo da tintura dos fios foi largamente utilizado usando-se plantas nativas, raízes, cascas ou folhas, que podiam ser de ipê, coqueiro, anil, pau-brasil, quaresminha, entre outros exemplares da flora local. A tecelagem sempre foi uma das atividades predominantes no município, e ocupou tanto a área urbana como a rural. A riqueza e diversidade do trabalho com os fios dos hábeis artesões e artesãs carmelitanos fizeram com que o oficio da tecelagem manual promovesse geração de renda, e se tornasse ao longo do século XIX uma das atividades mais dinâmicas da economia local. A transformação da matéria prima crua, o algodão ou a lã, em obra de arte, é uma característica do oficio da tecelagem manual de Carmo do Rio Claro, que tem como diferencial o design, a variedade de tramas e a inovação na criação de diferentes padrões estéticos e de produtos oferecidos para comercialização.
Fonte: Memoria Arquitetura




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