No ritmo do avanço da pandemia em Minas Gerais, preocupa o governador do estado

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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmou estar preocupado com o avanço da pandemia no Estado e temer “estrangulamento” do sistema de saúde em um mês, no ritmo atual da pandemia. “A situação tem se deteriorado, como os números mostram, e ficam cada dia mais preocupantes. Há exatamente um mês, tínhamos 7% das unidades de UTI ocupadas e, hoje, é o dobro, 14%. Nós sabemos que essa trajetória ascendente não pode continuar como está, sob pena de que, dentro de um mês, tenhamos estrangulamento total do sistema de saúde, apesar de todos os esforços que fizemos”, apontou, em pronunciamento nesta quinta-feira,18.

Entre ontem (17) e hoje, Minas registrou novos 33 óbitos e 1.559 casos confirmados de Covid-19, totalizando 24.906 casos e 570 mortes. Ontem, o Estado bateu recorde de mortes, alcançando 35 registros em 24 horas. “Esse crescimento está nos causando um grande desconforto. Realmente, esperávamos um crescimento, mas não como ele tem se comportado nos últimos dias. Eu faço um pedido a todos os mineiros e, principalmente, aos prefeitos, que falam tudo o que está ao seu alcance. Caso contrário, poderemos ter, infelizmente, alguma medida mais drástica em alguma região do Estado”, continuou Zema.

O secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, afirmou que um lockdown em Minas não está descartado: “Temos chance, sim, de ter lockdown em algumas regiões e cidades específicas, se isso mostrar que podemos estar tendo descontrole da pandemia em alguma região específica”. Zema e Amaral não citaram regiões ou cidades que os preocupe. Em pronunciamento nessa quarta-feira, o secretário geral do governo de Minas, Mateus Simões, criticou prefeitos da região metropolitana de Belo Horizonte, pela retomada de atividades fora dos parâmetros do Minas Consciente.

O secretário de Estado adjunto de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio, apontou que a macrorregião Centro — onde está a capital — retornou à onda verde do Minas Consciente, que recomenda que somente os serviços essenciais permaneçam abertos. A maior parte dos municípios mineiros enquadra-se nessa onda, sob os parâmetros do programa: são 510 cidades, das 853. Oficialmente, 146 municípios formalizaram a adesão.

Fonte: O Tempo
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