Nove investigados em operação que apura fraudes no Detran têm alvarás de soltura expedidos pelo TJMG

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Mais sete pessoas presas durante a “Operação Êxodo”, que investiga fraudes no Detran em Varginha e Elói Mendes, conseguiram habeas corpus no Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Os alvarás de soltura foram expedidos pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais nesta quarta-feira (11).

Com isso, sobe para nove o número de presos investigados na operação que vão sair da prisão. Conseguiram o habeas corpus da Justiça os réus:

Luiz Carlos Penha, Cosme Silva de Paula, Manoel Messias Rosa, André Luiz Cesário, Simone de Fátima Gonzaga Cesário, Eliezer Domingos Ferroni, Renato Oliveira Lorenzo, Frederico Novais, Pedro Cassimiro de Morais Perna.

A “Operação Êxodo 23” prendeu 16 pessoas entre servidores, investigadores e até um delegado de trânsito em Varginha e Elói Mendes.

Investigações
O MP aponta esses servidores e pelo menos 11 despachantes e funcionários dessas empresas como suspeitos de um esquema de pagamento de propina de vistorias, emplacamento e lacre de veículos irregulares, além de inserção de dados falsos no sistema para apagar histórico de veículos de leilão e com sinistro.

Para chegar até os investigados, o MP fez interceptações telefônicas. Novos áudios mostram que havia uma forma de agilizar os serviços. Além dos áudios, a denúncia tem vídeos que mostram flagrantes de supostas vistorias ao ar livre, fora do departamento de trânsito, o que não é permitido. Outras imagens mostram um despachante no pátio do Detran fazendo uma vistoria.

Prisões
Onze pessoas continuavam presas, sendo nove no Presídio de Elói Mendes e outras duas no Presídio de Varginha.

Três funcionários públicos, que são investigadores da Polícia Civil, foram levados para a Casa de Custódia de Belo Horizonte e o delegado de trânsito, Antônio Carlos Buttignon, detido durante a operação, cumpria prisão domiciliar.

O que dizem os envolvidos
Segundo a Polícia Civil, assim que vencer o período de prisão dos servidores, eles serão remanejados de funções bem diferentes das exercidas dentro da instituição.

A Prefeitura de Varginha informou que um servidor envolvido foi cedido ao Estado de Minas Gerais mediante convênio a pedido da Polícia Civil, a qual estava subordinado. Conforme a administração, não cabe à prefeitura neste momento fazer juízo de valor. Ela vai aguardar os avanços da investigação para verificar a necessidade de instaurar processo administrativo para as providências necessárias.

O advogado do delegado Antônio Carlos Buttignon, Juliano Comunian, disse que analisa as acusações em seu desfavor, mas adianta que o seu cliente nega veementemente todas elas e que provará oportunamente que todas são inverídicas, pois nunca recebeu qualquer dinheiro ilícito ou autorizou qualquer pessoa a receber em seu nome, não existindo provas em sentido contrário.

Os advogados dos demais envolvidos não se manifestaram sobre o caso.

Foto reprodução: EPTV

 

 

Fonte: G1
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