Ocupação de leitos dispara em BH e alcança zona vermelha pela primeira vez

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A segunda-feira (8) ficou marcada por mais uma etapa de flexibilização do comércio em Belo Horizonte, que, segundo a prefeitura, alcança 92% dos empregos ativos. O passo rumo à reabertura, no entanto, ocorreu um dia depois de a capital mineira computar, pela primeira vez desde a chegada da pandemia na cidade, mais que 70% de ocupação nos leitos de UTI.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, 72% dos leitos de terapia intensiva dedicados à COVID-19 estavam ocupados na cidade nesse domingo (7). Essa taxa coloca BH no nível de alerta vermelho, o de maior risco, já que o índice é superior a 70%.

Para efeito de comparação, houve um crescimento de oito pontos percentuais em relação ao quadro de quinta-feira (4), que foi usado como referência para mais uma flexibilização do comércio na cidade.

Na prática, Belo Horizonte dispõe de 220 leitos de UTI. Aplicando-se a taxa de 72%, é possível calcular que 158 desses leitos estão ocupados. Restam apenas 62.

Na coletiva de sexta-feira (5), quando a prefeitura anunciou a flexibilização, o secretário municipal de Saúde, Jackson Machado Pinto, afirmou que o Executivo municipal consegue ampliar o número de leitos de UTI na cidade.

Segundo ele, esse aumento na oferta de leitos reduziria a ocupação de quinta de 64% para 41%.

“Temos uma possibilidade de expansão dos leitos de UTI breve. Caso essa expansão seja realmente necessária, se a gente mantiver o mesmo número de pessoas internadas hoje em CTI, essa taxa de ocupação passa a ser de 41%. Então, a gente tem uma folga bastante tranquila pra gente poder proceder alguma liberação das atividades comerciais”, explicou Machado Pinto.

Enfermaria
Quanto aos leitos de enfermaria voltados à COVID-19, também houve aumento entre o levantamento de quinta e o de domingo. O salto foi de quatro pontos percentuais: de 49% para 53%.

Houve, assim como no caso dos leitos de UTI, progressão no nível de alerta: do verde (abaixo de 50%) para o amarelo (entre 50% e 69%).

Em números absolutos, BH dispõe de 647 leitos de enfermaria para a COVID-19. Desses, 343 estão ocupados, conforme o levantamento de domingo. Ainda restam 304.

No quadro geral de oferta de leitos, somando-se também os dedicados a outras doenças, Belo Horizonte registra ocupação de 79% na terapia intensiva e 68% nos ambulatórios. A cidade tem uma estrutura total de 939 leitos de UTI e 4.416 de enfermaria.

 

Fonte: Estado de Minas /foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press.

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