Onda In Foco: Romeu Zema fala sobre as novas ações durante a pandemia

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O Governador de Minas Gerais Romeu Zema participou nesta segunda-feira,12, ao vivo por telefone da estreia do Onda In Foco, programa jornalístico da Rádio Onda Poços, apresentado por Matheus Luís e Kadu Lopes. Durante a entrevista de aproximadamente 20 minutos, os jornalistas abordaram alguns pontos como a Onda Roxa, Lockdown, medicamentos no estado, processo de vacinação e ainda sobre Minas produzir imunizante contra a covid-19.

ONDA ROXA

Segundo o Governador esta medida foi tomada por uma questão humanitária e por não ter outra alternativa. Zema reforçou que não gostaria de ter tomado esta medida restritiva. “Eu venho do setor produtivo de onde eu sempre trabalhei e sei que essa medida traz forte impacto negativo para o setor produtivo. Mas não havia outra alternativa a não ser essa, para nós mantermos o sistema de saúde do Estado em condição de dar atendimento a quem precisava. Eu penso que a grande maioria dos mineiros prefere isso do que ver as pessoas morrendo no meio da rua, por falta de atendimento que é o que aconteceu em algumas cidades do Brasil, em alguns estados” comentou.

Ainda segundo Zema, a Onda Roxa tem apresentado bons resultados principalmente nas regiões onde foram adotadas há mais tempo, como Triângulo Norte e Noroeste. O governador aponta que houve uma queda expressiva no número de casos, internações e óbitos, o que fez com que estas áreas fossem para a Onda Vermelha. A expectativa é de isso ocorra em todo o Estado.

Possibilidade de lockdown

Questionado sobre a possibilidade de lockdown no estado, Romeu Zema reforçou que é contrário a qualquer medida e que espera que a Onda Roxa seja o limite. “Eu quero deixar claro que eu sou contrário a qualquer medida, mas dependendo da situação nós temos de ser realistas e vermos qual remédio amargo é necessário. Se nós tivermos um índice altíssimo, as pessoas morrendo, falta de atendimento, falta de medicamento, falta de tudo, nós temos que ir dosando o remédio. Eu espero que a Onda Roxa seja o limite que ela não tenha nada acima dela para de fazer. E que daqui por diante inclusive com o avanço do processo de vacinação, a maioria do Estado avance para a Onda Vermelha, e que a Onda Roxa não volte mais”, disse.

Para que o lockdown seja aplicado em Minas, o governador disse que a situação precisará estar mais crítica do que já ocorreu no estado. “ A minha expectativa é essa, eu não quero dar para o mineiro remédio amargo (Lockdown). Eu quero que nós tenhamos condições de reestabelecermos uma vida normal o quanto antes. Mas tendo que lembrar que nós temos um Sistema de Saúde que precisa dar conta do recado que nós não podemos deixar pessoas morrerem no meio da rua por falta de atendimento. Espero que o Lockdown não venha a ser necessário, tende a ser algo muito pior do que aconteceu em Minas e o que nós estamos vendo é uma melhoria e não uma deterioração do caso com a adoção da Onda Roxa. Na minha visão a Onda Roxa é suficiente para nós revertemos a situação caótica que o sistema de Saúde ficou nesses últimos 30 dias”.

Assistência as empresas diante das medidas restritivas

De acordo com o governador várias medidas foram tomadas desde o início da pandemia. “ Nós postergamos o pagamento dos impostos, hoje, todo micro e pequeno empresário de Minas Gerais tem um prazo maior para pagar o seu compromisso para com o Estado. Nós fizemos mais empréstimos no BDMG, do que em qualquer período da história somente para micro e pequenas empresas. No ano passado esse volume cresceu 400%. E esse ano também continua disponível”, explica. Outra medida tomada foi solicitar ao Governo Federal que prorrogasse a medida de flexibilizar o horário de trabalho, a relação de empregos, com o objetivo de que nenhuma pessoa seja demitida neste momento.

Medicamentos e estruturas para o combate a covid-19

Outro assunto abordado com o governador foi sobre a falta de medicamentos contra a covid-19 em todo o estado. Além da falta de leitos de UTI. O governador lamentou o episódio ocorrido no fim de semana em Poços de Caldas sobre a morte de uma paciente que aguardava vaga em leito de Uti. “ Me solidarizo com os familiares dessa pessoa que ficou sem atendimento e isso demonstra o que eu disse anteriormente, será que nós queremos que um fato desse que foi isolado se torne dezenas, centenas, então por isso a necessidade da Onda Roxa”.

Segundo Zema a quantidade de leitos de Uti no Estado foi dobrada desde o início da pandemia. “Eram 2.070 leitos de uti, hoje são mais de 4.400 leitos de uti. Os leitos de enfermaria eram 10.000, hoje são mais de 20.000 leitos. Isso foi feito em todo o Estado inclusive aí na região de Poços de Caldas”, relata.

Mas de acordo com o representante do estado, o número de casos e de demanda sobre o sistema de saúde tem alcançado níveis inimagináveis do que na primeira Onda de covid, referente ao ano passado. “E com relação aos medicamentos realmente de 15,20 dias para cá, nós temos vivido um grande estresse, nessa questão onde muito dos hospitais têm mantido medicamento para dois dias, três dias, enquanto o normal seria para 60 pelo nível de segurança adequado”, conta.

Ainda segundo Zema, a Secretaria de Estado de Saúde tem acompanhado os números diariamente e feito transferências entre as unidades. A chegada de mais medicamentos enviados no sábado,10, pelo Ministério da Saúde vai nos dar um pouco de folga. O governador ainda pontou que a situação atual de enviar medicamentos constantemente, não é normal, e uma conferência com o Ministro da Saúde foi feita nesta segunda-feira,12, para tratar sobre o assunto.

Vacinação

Sobre o processo de vacinação em Minas Gerais, segundo o governador a expectativa é de que em abril mais pessoas sejam vacinadas, mas ainda reforça que o número ideal de vacinas aplicadas ainda é distante. “O que nós precisaríamos era de termos no Brasil um milhão, um milhão e meio de vacinas por dia. O número está aquém, mas pelo menos está avançado, essa velocidade depende muito de cada estado, de cada cidade, e o Ministério da Saúde é que determina a quantidade a ser distribuída entre cada estado e cada cidade, de acordo com a idade das pessoas, de acordo com a quantidade de profissionais de saúde em cada município e por aí vai”, conta.

Imunização de profissionais da educação

O governador disse que fez um questionamento ao governo federal para que as forças de segurança e as professoras fossem priorizadas neste processo. “As forças de segurança de Minas, a Polícia Militar, já iniciou o processo de vacinação nesta semana, vai levar algumas semanas para que ele seja concluído, e nós esperamos que as professoras também venham a ser incluídas. Vale lembrar que nós estamos obedecendo estritamente o cronograma do Ministério da Saúde que tem todas as prioridades, mas as professoras vamos dizer que já estão para serem as próximas da vez”, explica,

Produção de vacina contra a covid-19 em Minas Gerais

Zema sinalizou que há intenção de que Minas seja um dos estados que venham a produzir a vacina contra a covid-19. “Estamos em entendimento com o fabricante Covax americano que está para ter sua vacina homologada e testada e termos aqui a tecnologia dele para termos a vacina mineira também. Isso é um plano de longo prazo, mas não tem problema porque a questão da vacina contra a covid-19, tudo indica que vai ser como a vacina contra a gripe, ou seja, terá que ser aplicada regularmente, então nós precisaremos ter aqui no Brasil mais produtores e queremos que Minas seja um destes estados que venham a produzir”, afirma.

Ao fim da entrevista o governador fez um apelo aos mineiros para que haja união, e que todos façam sua parte na prevenção e combate a covid-19, respeitando e seguindo todas as medidas sanitárias.

 

Fonte: Onda Poços
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