Para driblar custos de produção, suinocultores apostam em racionar a alimentação e utilizar componentes mais baratos

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A suinocultura em algumas regiões do país começa a dar prejuízos aos produtores, tendo em vista preços baixos devido à menor demanda pela carne em período de quarentena, e pelos altos custos de produção. Em uma tentativa de tornar a situação menos sufocante, suinocultores têm optado em reduzir a quantidade de ração aos animais, utilizar alimentos alternativos e diminuir custos veterinários.

O Índice de Custos de Produção (ICP) para os suínos, divulgado nesta sexta-feira (17) pela divisão de suínos e aves da Embrapa, atingiu em março 254,18, aumento de 2,96% em relação a fevereiro e de 6,34% desde o início do ano. Estandendo a análise para os últimos 12 meses, o aumento foi de 15,55%.

A maior fatia nos custos de produção são os gastos que nutrição, que em março deste ano representa 78,53% do total, quando no ano passado, a fatia era de 76,54%. A alimentação dos suínos aumentou em março desde ano 2,79% em relação a fevereiro e 6,07% desde o início do ano. Nos últimos 12 meses, o avanço foi de 14,02%.

Em Santa Catarina, maior produtor de suínos do país, atualmente os custos de produção de suínos em março foram de R$ 4,44/kg, sendo que desse total, R$ 3,49/kg representa gasto com alimentação. No mês de março do ano passado, o custo de produção por quilo de suíno era de R$ 3,81, e a os gastos com alimentação dentro desse valor eram de R$ 2,92/kg.

De acordo com Marcos Antônio Spricigo, suinocultor e presidente de núcleo regional Videira da Associação Catarinense de Produtores de Suínos (ACCS), confirma que na semana passada calculou seus lotes com um custo de produção próximo ao estimado pela Embrapa, em R$ 4,31/kg.

Fonte: Notícias Agrícolas
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