PASSOS | Devido a furtos UPA enfrenta problemas com insumos e materiais

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A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Passos enfrenta falta de material e insumos por conta de furtos. Segundo o médico e diretor técnico da UPA, Flávio Ferreira, de 44 anos, a situação é preocupante e, desde administrações passadas, persiste o sumiço de cobertores, lençóis, fronhas, chuveiros, torneiras de pia e até câmeras de monitoramento. “Considero vergonhoso tal situação, furtos dentro de um local público que presta atendimento à comunidade.

A forma mais comum de levarem os objetos, provavelmente, é colocando-os em bolsas e mochilas”, afirma. “É incrível como o problema é crônico. Para se ter uma ideia, quando assumi a função, em fevereiro deste ano, estava faltando quase tudo em relação a roupas de cama na enfermaria, como fronhas e cobertores, justamente em razão dos furtos.  Nos colchões, eram utilizados lençóis de papel.

Hoje, conseguimos, através de doações, 40 peças de pano e outros acessórios. Aos poucos vamos normalizando a situação até que a Secretaria Municipal de Saúde tenha condições, por meio de licitação, de repor as necessidades”, esclarece Flávio.

Outros alvos frequentes de furtos são objetos como torneiras e chuveiros. “Recebemos a UPA com nove duchas funcionando na enfermaria. Quatro foram furtadas, duas quebradas por pacientes psiquiátricos e três se queimaram. Realizamos processo licitatório e a empresa contratada não entregou os produtos até hoje por não conseguir atender a demanda. Diante disso, através de campanha, recebemos a doação de nove peças que já foram instaladas”, conta Flávio.

“Em relação às torneiras inoxidáveis, foram levadas três dos banheiros da recepção e duas na enfermaria. Das 20 câmeras de monitoramento, apenas cinco estavam funcionando, sendo 14 inoperantes por falta de manutenção e uma danificada. Todas essas demandas já estão com novos processos licitatórios em andamento ou concluído, porém no caso dos chuveiros, não foram entregues”, disse o diretor.

De acordo com o médico, dois seguranças ficam 24 horas de plantão na portaria. Nos momentos de menor movimento, realizam rondas no entorno do prédio. “Quando deparamos com os furtos, acionamos a Polícia Militar, mas nunca se consegue recuperar os produtos levados”, afirma o médico, ao ressaltar também os prejuízos causados à prefeitura por causa das ocorrências.

 

Fonte: Folha da Manhã
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