POÇOS DE CALDAS | Baixo nível de represas faz geração de energia cair 40%

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O nível da Represa Bortolan, em Poços de Caldas (MG), está abaixo do ideal, o que impacta na geração de energia e abastecimento de água na cidade. Hoje a represa opera com 24% de sua capacidade. Por conta disso, a geração de energia já está 40% menor na cidade.

A Represa do Bortolan tem capacidade para mais de sete milhões de metros cúbicos de água, mas hoje opera com pouco mais de 1 milhão. Ela não é usada para consumo humano, apenas para geração de energia elétrica e exploração do turismo e esportes náuticos.

Há 1 ano, nesta mesma época, a Bortolan estava com um nível de 104,60%, acima de sua capacidade e por isso o Departamento Municipal de Água e Esgoto de Poços de Caldas (DMAE) precisava retirar o excesso de água.

A Represa do Cipó é o maior reservatório de Poços de Caldas, com capacidade para 35 milhões de metros cúbicos de água. Hoje ele opera com 74% de sua capacidade.

Neste ano, o DMAE já fez um alerta para a população pedindo economia de água, porque mesmo no ano passado, quando as represas estavam cheias, já houve dificuldade de abastecimento na cidade no segundo semestre.

Conforme o DME, neste ano, a geração de energia já está 40% menor em relação à previsão do órgão.

“Nosso sistema hídrico Bortolan serve como uma caixa de passagem, o nosso principal reservatório é o Cipó, que fica acima, à montante do Bortolan. A água do Cipó encontra com a água do Rio das Antas e passa pelo Bortolan. O abastecimento público depende exclusivamente da água que está no Cipó e da água da Saturnino de Brito. Nós temos uma preocupação muito grande com o abastecimento público, então como a captação é feita no Cipó, nós temos reservado meio metro cúbico por segundo, que é a demanda que o DMAE utiliza para poder fazer o abastecimento público e priorizando sempre o abastecimento público, em detrimento da geração”, explicou o diretor superintendente do Departamento Municipal de Energia (DME), de Poços de Caldas, Marcelo Dias Loichate.

Segundo o DME, a solução vem dos céus. É preciso bastante chuva para que a situação seja normalizada. Neste ano, a previsão era de que Poços de Caldas tivesse cerca de 1 mil milímetros de chuva nos quatro primeiros meses do ano, mas só choveu 600 milímetros.

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