Policial adota cão abandonado e cria cadeirinha de canos de PVC com ajuda do irmão

Compartilhar

Os irmãos Rogério e Ricardo Rodrigues Alves possuem muito mais do que os laços familiares em comum. Os dois são policiais militares e também compartilham o amor pelos animais. Fato este que fez com que construíssem uma cadeirinha com canos de PVC para um cachorro resgatado e adotado por um deles.

O Bob, como foi chamado, foi abandonado às margens de uma estrada que liga Passos (MG) a São João Batista do Glória (MG). E foi lá, a três quilômetros de Passos, que o Rogério encontrou o animal com fome e sede e também com alguns ferimentos.

“Costumo realizar este trajeto constantemente, pois frequento um rancho que temos à beira do Rio Grande. É costume as pessoas abandonarem animais na estrada, num local conhecido como Mangueiras. E partir daí, começou a fazer parte da minha rotina, levar ração e água para eles. Um dia, eu fui verificar se tinha algum animal no local e me deparei com o Bob deitado debaixo de uma mangueira, sem forças e bastante debilitado”.

Além de dar comida e água para o cãozinho, de aproximadamente um ano, o Rogério decidiu levá-lo ao veterinário, porque o animal estava com dificuldades de locomoção, possivelmente causadas por um acidente de trânsito. Com o Raio-X, foram constatadas três lesões na parte traseira, sendo uma delas na bacia.

Foi aí que seu irmão Ricardo entrou em cena. O cãozinho precisaria de ajuda para se locomover e evitar novos ferimentos. Mesmo buscando cadeirinhas, Rogério não encontrou nenhuma que fosse funcional para Bob. Então, o Ricardo decidiu confeccionar com canos de PVC a cadeirinha para o animal.

“Eu fiz porque ele queria andar e tinha que ficar se arrastando pelo chão. Nunca tinha visto uma dessas cadeirinhas de perto, apenas pela internet. Elas são caras e difíceis de encontrar, então pesquisei como montar a cadeirinha no Youtube”, contou Ricardo.

Segundo o Ricardo, a montagem não foi difícil. Para a criação, ele utilizou 1,5m de cano de PVC de meia polegada, joelhos de 90 e 45º, porcas, arruelas, tampões, rodinhas, barra roscada e uma cinta de nylon com abotoador. A cadeirinha foi criada para ser adaptada de acordo com o crescimento do cão.

“Não colei as partes, somente encaixei. Se for preciso fazer alguma modificação como aumentar ou diminuir o tamanho, é só desencaixar e trocar os canos”.

Segundo o veterinário, Bob tem grandes chances de voltar a andar sem a cadeirinha, mesmo com alguma limitação.

Adoção

Além de Bob, Rogério já possui outros dois cachorros, o Pirata e a Mel, que também é fruto de um resgate.

“Um dia ela entrou dentro do quartel da polícia aqui em Passos, toda machucada e cheia de carrapato. Os militares cuidaram dela, levaram ela no veterinário, e com muito custo ela melhorou. Ela morava no batalhão, mas precisava ser castrada e arrumar um lar para recuperar, então decidi adotá-la”, relembrou.

Rogério também cuida dos animais abandonados e auxilia em suas adoções, por meio das redes sociais.




Fonte: G1

 

Faça seu comentário usando o Facebook