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Ponte cai em zona rural e deixa moradores ilhados no Glória

Para conseguir se deslocar até o outro lado, os moradores estão atravessando por uma propriedade privada que sai na rodovia que liga a São João Batista do Glória.

Na tarde da última quinta-feira a ponte que liga a zona rural ao bairro Casarão, no fim do corredor São Domingos, não aguentou o enchimento do córrego Ribeirão Bocaina e cedeu, deixando os moradores do local sem acesso à cidade.

O ocorrido impediu que as crianças fossem à escola e que os moradores conseguissem chegar até o local de trabalho. Moram aproximadamente 20 famílias no local, praticamente todas compostas de pequenos produtores rurais.

As chuvas fortes dos últimos dias foram responsáveis pelo enchimento do córrego. De acordo com o microprodutor e residente do local Alberico Marques Garcia, a chuva que cai na parte de cima do Bocaina demora um dia para chegar até o ponto.

Algum tempo atrás, ela (a água) não subia o tanto que subiu ontem, porque o Ribeirão Bocaina tinha mais leito. Em função do assoreamento, a água acabou subindo demais. Como a ponte tinha sido reformada há pouco mais de um ano. A estrutura de cima dela resistiu e a força da água levantou a ponte de baixo para cima e empurrou rio abaixo; a gente conseguiu amarrar para que ela não cedesse mais”, relatou Garcia.

Sendo assim, na tarde desta sexta-feira, 23, alguns moradores convocaram a Prefeitura de Passos, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) e a Empresa de loteamentos Sequóia para discutir uma resolução do problema. A Prefeitura estava representada por dois funcionários, e o Saae não compareceu ao local. Um representante da empresa Sequóia esteve no local, mas, quando questionado pela reportagem da Folha, não quis se pronunciar sobre o ocorrido.

A ponte já caiu outras vezes. O morador disse que já fez a ponte sozinho três vezes, a Prefeitura já fez uma e a última vez foi por meio de uma vaquinha entre os proprietários da área.

Desta vez, os moradores estão reivindicando uma solução mais duradoura, visto que a estrutura de base não suporta mais colocar a ponte.

Estamos reunindo os órgãos responsáveis para a gente tentar chegar a um acordo para tentar arrumar essa ponte, uma vez que, nos últimos anos, os proprietários faziam a ponte, quando estragava, sozinhos, arcando com todas as despesas. A Prefeitura entrava apenas com a mão de obra e, da última vez, a gente reuniu os proprietários e compramos a madeira e até prego, que a Prefeitura não tinha. Agora, a gente quer uma solução dos órgãos, a gente não tem mais condição financeira de arcar com a essa responsabilidade”, declarou.

Entretanto, para conseguir se deslocar até o outro lado, os moradores estão atravessando por uma propriedade privada que sai na rodovia que liga a São João Batista do Glória.

Uma obra irregular de um conduto de água realizada pela empresa Sequóia, na base da ponte, foi responsável por um rachamento na sua base. Além disso, como há produtores no local, o tráfego de caminhões de grande porte com gado e produtos é intenso e a obra do conduto atrapalha na passagem.

Foi proposta uma construção para aumentar a largura da ponte, a fim de distanciar do conduto e reforçar a base, mas, até a finalização desta matéria, nenhum acordo ou solução definitiva havia sido definido.

 

 

Via Folhadamanha
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