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Preço do leite volta a cair em Minas Gerais

Pelo segundo mês consecutivo, os preços do leite recuaram em Minas Gerais. De acordo com os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), no Estado foi verificada queda de 3,05% no valor líquido praticado em agosto referente à produção captada em julho.

Entretanto, a queda, segundo o levantamento, se deve à pressão da indústria, que não estava conseguindo repassar o custo mais elevado para o consumidor final.

Em relação ao preço bruto, em Minas Gerais, foi verificada retração de 2,93% em agosto, com o litro de leite negociado, na média bruta, a R$ 1,56.

Assim como em Minas Gerais, os preços do leite recebido por produtores na média Brasil também registraram queda.

Segundo levantamento do Cepea, a média líquida de agosto, referente à captação de julho, fechou em R$ 1,34 por litro, recuo de 4,25% frente ao mês anterior ou de quase seis centavos a menos por litro. As cotações do leite no campo iniciaram o movimento de baixa em julho, mas a queda acumulada nesses dois meses já é de 12%, em termos reais.

Os pesquisadores do Cepea explicam que o cenário de queda está atrelado à pressão das indústrias, que tiveram as margens reduzidas no primeiro semestre. Sendo por conta dos altos preços da matéria-prima e das fracas negociações dos lácteos.

Enquanto o preço do leite no campo acumulou consecutivas altas até junho, influenciados pela oferta limitada e pela grande concorrência entre laticínios. O repasse dessa valorização aos derivados foi dificultado, devido à estagnação econômica, aumento do desemprego, comprometimento da renda das famílias e ao consequente consumo enfraquecido.

Tendência

A tendência, segundo o Cepea, é que o volume de leite no campo tenha ficado baixo em agosto, o que vai acirrar a demanda por parte da indústria. Esse movimento vai contribuir para uma melhor formação de preços no campo em setembro.

Entre os motivos para a manutenção da oferta em baixa estão o período de entressafra e a saída de produtores da atividade nos últimos anos, em função dos preços abaixo dos custos.

Além disso, a grande insegurança em realizar investimentos de longo prazo frente às incertezas no curto prazo deve prejudicar a captação em 2019.

Para assegurar a matéria-prima, diminuir a ociosidade não planejada da indústria – o que se traduz em custos – e manter seus shares de mercado, as indústrias continuam atuando com concorrência acirrada. O que impulsionou as cotações no mercado spot na primeira e na segunda quinzena de agosto.

Em Minas Gerais, onde se concentra o maior volume negociado no mercado spot, a média de agosto (R$ 1,55 por litro) ficou 16% maior que a de julho, em termos reais.

Esse cenário pode atenuar o movimento de queda em setembro ou até mesmo gerar condições de estabilidade.

 

 

Via DiariodoComercio
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