Prefeitura assume compra de insulina

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Compra é suficiente para atender os pacientes até fevereiro e a expectativa é que durante este prazo, o Governo de Minas regularize o fornecimento do medicamento

A Secretaria Municipal de Saúde, diante da falta de medicamentos distribuídos pela Secretaria de Estado de Saúde aos municípios, tomou medidas importantes para garantir temporariamente o tratamento de cerca de 350 pacientes.

Uma compra emergencial foi efetuada de insulina Glargina, para atender os pacientes diabéticos tipos I e II. “Os diabéticos cadastrados na Secretaria de Saúde de Poços de Caldas, são tratados pela própria secretaria, (por meio de processos judiciais ou de aprovação na CASE – Comissão de Avaliação de Solicitações Especiais) e pela Secretaria Estadual de Saúde. Esta última, lamentavelmente não tem cumprido seus compromissos, o que levantou grande preocupação nesses pacientes e em seus familiares. Depois de reuniões com os pacientes e seus representantes e cientes da grave omissão do Estado, tomamos a iniciativa de providenciar recursos para a aquisição desses medicamentos. Amplas negociações foram feitas com os laboratórios farmacêuticos responsáveis por essa medicação e assim, conseguimos redução expressiva de preços e com essas providências todas, está sendo possível fazer este fornecimento de forma temporária”, informou o secretário de Saúde, Carlos Mosconi.

Entre estes pacientes, está a filha da auxiliar de serviços gerais Elisabeth Rosa Domingues, 57. “Há 17 anos minha filha precisa de insulina e há 5 anos ela começou a usar a Lantus e se adaptou muito bem. Eu sei a dificuldade que é o controle, então sem a insulina não dá pra ficar nenhum dia e o custo é inviável para comprar. Tenho só a agradecer a quem teve esta iniciativa, essa preocupação em atender a estes pacientes como a minha filha, porque isso tem que ser valorizado”, afirmou.

O medicamento é componente especializado de Assistência Farmacêutica (Alto Custo) do Estado de Minas Gerais e portanto tem o fornecimento de responsabilidade do Estado de Minas, mas o município de Poços assumiu a compra em caráter temporário, até que o envio por parte do Governo Estadual se resolva. “A Glargina (Lantus) é uma insulina de longa duração. Ela é distribuída pela SES para pacientes que têm mais possibilidade de apresentarem hipoglicemia. São pacientes que, apesar do uso adequado das outras insulinas, não atingem bom controle glicêmico. Em especial, apresentam hipoglicemia frequentemente”, explicou Yula Merola, responsável técnica de assistência farmacêutica.

Para ser atendido pelo Programa de Alto Custo do Estado, o paciente precisa atender a uma série de requisitos definidos em um protocolo. Quem não se enquadra neste Programa, pode tentar ser atendido pelo Programa de Não Padronizados do município, mediante cumprimento de outro protocolo. A compra de 900 frascos extras para atender aos pacientes do Estado deve ser suficiente até fevereiro e foi feita com recursos do próprio município. A expectativa é que neste prazo o Estado de Minas volte a fornecer o medicamento a estes pacientes.

Outras negociações estão sendo feitas no sentido de tornar possível a compra e o fornecimento pelo município, de outros medicamentos que não estão sendo enviados pelo Governo Estadual. “A Secretaria Municipal de Saúde reconhece, entende e compartilha a mesma revolta da população e espera que a demanda do estado com os fornecedores seja sanada o mais rápido possível. Esta é apenas uma parte do problema, de uma situação que envolve uma dívida de mais de 16 milhões de reais do Estado com o município de Poços de Caldas. O prefeito Sérgio Azevedo coloca a saúde como prioridade e por isso, além de não paralisar nenhum serviço, mesmo em meio a esta situação difícil, ainda estamos assumindo responsabilidades que o Estado não assume, para não deixar a população sem atendimento”, finalizou Mosconi.

 

Prefeitura Municipal de Poços de Caldas
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