Profissionais de transporte escolar são obrigados a mudar de ramos por causa da Pandemia

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A direção da Associação de Transporte Escolar (ATE) de Passos enfrenta a maior crise de sua história. Por causa da pandemia do novo coronavírus,
que teve início em março do ano passado e causou a suspensão das aulas presenciais, principalmente nas redes municipal e estadual, profissionais que atuavam no transporte de estudantes tiveram que devolver veículos a bancos para pagar financiamentos ou mudar de atividade para sobreviver.

Para o presidente da ATE, Suzemberg Gonçalves de Souza, de 42 anos, a esperança de voltar à normalidade é mínima.“A doença acabou com Passos, o Estado e o país. Só Deus na causa para nos tirar desta peste, e rogando a Ele, nada é impossível, mas acredito que ainda vai demorar muito,  principalmente a regularização do nosso trabalho”, lamenta.

A pandemia atingiu em cheio os 52 transportadores de estudantes, e Suzemberg afirma que muitos motoristas devolveram os veículos aos bancos porque não conseguiam pagar o financiamento, alguns tinham outras dívidas, e manter o sustento das famílias. “Não tínhamos como mantê-los parados na garagem por causa das despesas veiculares e demais como cidadão comum. Sem exercer a profissão, até hoje a prefeitura está cobrando o alvará de cada vanzeiro. Outros impostos estão chegando, aumentando ainda mais o deficit. Carros escolares são proibidos, por lei, de realizarem excursões, viagens com turistas, religiosos, atletas esportivos etc. Ficamos totalmente de mãos atadas”, afirma.

O presidente da associação, fundada há três anos, afirma que está revolto com os órgãos públicos das três esferas no Brasil, principalmente o municipal. “Não recebemos ajuda de nenhum deles. Ano passado, após a suspensão das aulas, fui conversar com o então prefeito, Renatinho Ourives, e pedir apenas uma cesta básica para cada vanzeiro, mas ele disse na minha cara que a administração municipal não tinha condições. Com o atual, Diego Oliveira, é a mesma desculpa. Na Câmara Municipal, os vereadores nem queriam ouvir falar ou nos receber. O Procon Municipal também não conseguiu nada por nós. Não recebemos nada como auxílio emergencial relacionado à categoria”, disse.

 

FONTE: Jornal Folha da Manhã
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