Projeto Mão na Lona leva cultura circense à Poços

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“Quem encontra um Tonto aumenta um conto”.

 

O projeto Mão na Lona levou circo e teatro aos quatro cantos da cidade com o espetáculo “Quem encontra um Tonto aumenta um conto”. Foram contempladas escolas urbanas e rurais, além de uma apresentação no Serviço de Obras Sociais (SOS) e um seminário de acrobacia e movimentação. Cerca de 2.500 pessoas foram atendidas pela iniciativa.
De acordo com ator, dançarino e acrobata Ivan Soares, o projeto teve como objetivo facilitar e promover a cultura circense, beneficiando o público com diversão e lazer junto com o compromisso de emancipação e vivência.
A abrangência foi geral, atendendo crianças, adolescentes, adultos e idosos. “Compreendendo que o público direcionado dificilmente tem acesso a esse tipo de manifestação cultural devido à dificuldade de deslocar-se, a ideia do projeto facilita o acesso levando a arte para todos e em qualquer âmbito”, comemora ele.
Soares também salienta que foi muito gratificantes estar em tantos locais. “Tive a oportunidade de apresentar meu trabalho em duas escolas onde estudei. Ver todas aquelas crianças me assistindo foi um momento nostálgico de muita alegria”, conta.

Palhaço
Foram no total seis apresentações do espetáculo “Quem encontra um Tonto aumenta um Conto”. Soares conta que Tonto é o “personagem da peça” e ele interpreta o papel de um vagabundo solitário, bufão, que sobrevive nas ruas tendo como companhia no seu dia a dia uma mala velha, de onde começa a tirar situações hilariantes, criando um mundo de fantasia e imaginação. “Em jogos de improvisações, brinca com público e o convida para entrar em cena e ajudar em suas confusões, fazendo com que as pessoas se sintam dentro do espetáculo, transformando o sentimento mais puro da alegria e o riso em solidariedade”, propõe o artista.
Segundo Soares, o palhaço, que é uma figura cômica, também tem um grande poder de reflexão, e a proposta do Projeto Mão na Lona, além de facilitar acesso à arte, é fazer o espectador refletir sobre a importância da alegria e solidariedade nos dias atuais.
“Ao final do espetáculo, a plateia é convidada a deixar uma mensagem, ou marca, em uma lona usada como picadeiro e parte do cenário, com intuito de uma relação de troca ainda maior entre a plateia e o artista”, finaliza.
O projeto tem patrocínio do DME e apoio da Secretaria Municipal de Cultura.

 

Via jornalmantiqueira
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