Redução de juros do Funcafé ajudarão retomada do setor

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Na última quinta-feira (27), o Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciou a redução das taxas de juros do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), que passam de 6% ao ano para 5,25% nas operações de custeio, comercialização e Financiamento para Aquisição de Café (Fac) para cooperativas; de 7,5% para 6,75% para capital de giro para indústrias e FAC para demais tomadores.

A remuneração do Funcafé sobre os empréstimos realizados pelas instituições financeiras passa de 3% para 2,25%. As novas taxas passaram a valer a partir da sexta-feira (28). A taxa de remuneração do Funcafé é um dos componentes dos juros das linhas de financiamento do fundo, juntamente com o spread bancário. Para custeio e estocagem, os juros serão de, no máximo, 5,25% ao ano. A redução foi possível porque a taxa de remuneração do Fundo caiu de 3% para 2,25%.

Com a taxa de remuneração fixa de 2,25% para o fundo, o spread bancário, calculado pela diferença entre os juros e essa taxa de remuneração do Funcafé, será, no máximo, de 3%. Desta forma, as linhas para custeio e estocagem serão fixadas em 5,25% ao ano.

A medida era uma das principais demandas da CNA para o cafeicultor, acompanhando os movimentos de queda da taxa de juros para o crédito rural. Antes de ser aprovada pelo CMN, a decisão teve o aval do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC), composto por representantes de toda a cadeia produtiva. Esta é a segunda queda na taxa de remuneração do Funcafé em 2020. Em junho, logo após o Plano Safra, houve redução de um ponto percentual desta taxa, passando de 4% para 3% ao ano. Com a nova redução de 0,75 pontos percentuais, anunciada pelo CMN na reunião de agosto, foi possível reduzir em 1,75% a remuneração do fundo, diferença que chega efetivamente ao produtor rural e reflete em uma queda de, no mínimo, 25% em comparação com as taxas praticadas no ano passado.

 

Fonte: Agrolink

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