Semana Mundial de Vacinação expõe desigualdade diante da Covid-19

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“As vacinas nos aproximam” e a hashtag #AsVacinasFuncionam devem ser o mote da 19ª Semana de Vacinação das Américas, que a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) promove a partir deste sábado (24).

Sendo vacinação o grande tema de 2021, a iniciativa, encampada de forma global em 2012 pela Organização de Saúde Mundial  (OMS), está diante de seu maior desafio: o momento é chave para imunizar a maior parte dos seres humanos e, só assim, vislumbrar um retorno à normalidade pré-Covid-19.

“As vacinas nos aproximam” porque só com elas abraços, confraternizações e toda a sorte de aglomerações voltarão a ser possíveis. #AsVacinasFuncionam porque, além de todos os problemas logísticos, financeiros e tecnológicos para viabilizar programas massivos e urgentes de vacinação, a humanidade enfrenta ainda a disseminação de teorias conspiratórias e negacionismos de tipos variados questionando a eficácia e o real propósito dos imunizantes.

No placar dos vencedores da pandemia, a desigualdade geopolítica fica escancarada. A Índia, mesmo sendo sede do Instituto Serum, maior fabricante de vacinas do mundo, está com dificuldades para suprir a demanda de sua população – o país de mais de 1,3 bilhão de habitantes é um dos epicentros da pandemia,

Em tempos normais, a Índia fornece 60% dos imunizantes do planeta. Em tempos de urgência global, para que as leis de mercado não prejudiquem o abastecimento interno, o Estado decidiu intervir: a partir do mês que vem, metade de tudo o que for produzido nos laboratórios nacionais precisará ser oferecido primeiro ao governo indiano.

Há ainda peculiaridades que valem ser observadas. Por um lado, como era de se esperar, países ricos concentram a maior parte das doses e devem ser os primeiros a se ver livres, ao menos hipoteticamente, da pandemia que há mais de um ano paralisa o planeta.

Levantamento realizado no fim de 2020 pela People´s Vaccine Alliance estimou que, ao fim de 2021, em 67 nações pobres apenas 1 em cada 10 pessoas estará vacinada. No mundo desenvolvido, nações com apenas 14% da população global detinham mais da metade das doses  das vacinas mais promissoras.

Por outro lado, há decepções. Os países da União Europeia, por exemplo, apontados ao longo do ano passado como bons exemplos de gestão dos esforços pandêmicos — com regras claras para uso de máscaras , isolamento social, definições de lokdowns ,e vultosas somas aplicadas, caso a caso, como subsídios econômicos para evitar quebradeiras em série —, ainda patinam na imunização.

Fonte: CNN

 

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