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Setembro Vermelho faz alerta sobre a saúde do coração; Medicina Nuclear permite diagnóstico precoce de doenças cardiovasculares

No próximo dia 29 de Setembro comemora-se o Dia Mundial do Coração, e durante todo este mês, ONGs e entidades médicas concentram esforços para  conscientizar a população através da Campanha Setembro Vermelho (que aborda o desenvolvimento das doenças cardiovasculares), sobre os principais fatores de risco e como mudar hábitos para levar uma vida mais saudável.

Doenças cardiovasculares como hipertensão, infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca, mataram só no ano de 2015, por exemplo, cerca de 350 mil brasileiros, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).Os fatores de risco para os acidentes cardiovasculares podem ser divididos em modificáveis e não modificáveis.

Entre os modificáveis, estão:

*Hábitos alimentares, atividade física, estresse e cessação do tabagismo.

Entre os não modificáveis estão :

*Predisposição genética para a formação de placas de arteriosclerose, as temidas placas de gordura responsáveis pela obstrução do fluxo de sangue ao coração.

Uma morte ocorre a cada 40 segundos por doença do coração, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

A Medicina Nuclear é grande aliada a diagnósticos de problemas no coração; de acordo com a cardiologista e médica nuclear, Dra. Priscila Cestari Quagliato, a Medicina Nuclear apresenta um papel fundamental no processo de avaliação de risco cardiovascular. “A cintilografia de perfusão miocárdica é um exame que avalia se o fluxo de sangue para o coração está preservado ou não (a chamada isquemia, falta de fornecimento sanguíneo) e ainda localizar qual a coronária deve ser tratada. Este diagnóstico pode indicar o risco de infarto e evitá-lo, por meio da mudança de hábitos e uso de medicações, por exemplo”, explica a especialista.

O PET-CT (Tomografia por Emissão de Pósitrons e Tomografia Computadorizada) também pode ajudar. Este exame permite determinar com precisão se uma área de músculo cardíaco foi perdida em um evento isquêmico ou se ainda há chance de recuperá-la com cirurgia ou angioplastia, a chamada pesquisa de viabilidade miocárdica. Esta técnica também pode ser utilizada na pesquisa de processos inflamatórios que eventualmente acometam o músculo cardíaco, como nas miocardites, no Lúpus Eritematoso Sistêmico ou na Sarcoidose, doenças potencialmente fatais quando se estendem ao coração. 

Mudar a dieta é um dos principais objetivos dos médicos. Alimentos industrializados, por exemplo, contêm muito colesterol, responsável por formar placas de gordura no sangue, o que dificulta o fluxo sanguíneo e eleva a pressão arterial. É por isso que crianças devem evitar esse tipo de comida, rica em sal e gorduras saturadas. Aliás, uma em cada 10 crianças no mundo está acima do peso, segundo a OMS, o que é um fator de risco para doenças cardíacas. A solução está em ser mais natural; ingerir mais frutas, legumes e vegetais, além de evitar gorduras e sempre praticar execícios físicos.

Foto: bonde.com.br
Via:Mariah/Agência NoArhttp://Setembro Vermelho faz alerta sobre a saúde do coração; Medicina Nuclear permite diagnóstico precoce de doenças cardiovasculares

 

 

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