Sobreviventes: a mais nova tragédia dos atingidos de Mariana

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Mariana – “A nossa provação não tem fim. É incerteza, decepção, dor na nossa alma e no coração. E, agora, sentimos doer a nossa carne, com essa doença pegando a família toda. E a família é só o que temos para nos dar força, para dar mais um passo.”

O desabafo é de Silvânia Aparecida de Souza, de 43 anos, a Vaninha, uma das atingidas pelo rompimento da Barragem do Fundão, em 2015, em Mariana, que já foi de tudo nesse tempo: de dona de restaurante na Estrada Real a cozinheira e diarista. Ela, os nove filhos e oito netos lutam para restabelecer suas vidas após o maior desastre socioambiental do país. Mas o ciclo de tragédias não para. Depois do baque, agora veio a pandemia do novo coronavírus, que impôs o isolamento, fechou empresas, trouxe o desemprego e a incerteza do sustento.

Sina que perdura, todos da família contraíram e sofreram com a Covid-19. Depois de 14 dias, venceram a doença, mas ainda lutam contra o preconceito, pois muitos ainda acham que estão com o vírus.

 

Fonte: Estado de Minas
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