Sumiço de Vacinas na Maternidade Odete Valadares em BH vira caso de polícia

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A Fhemig (Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais) investiga o sumiço de seis doses da vacina Coronavac da Maternidade Odete Valadares, em Belo Horizonte. O desaparecimento teria sido notada por uma servidora da unidade de saúde na sexta-feira passada, dia 22 de janeiro, apenas dois dias após a chegada dos imunizantes no local.

A Polícia Militar foi chamada e um boletim de ocorrência foi registrado na última terça-feira (26). De acordo com o documento, a diretora da Maternidade Odete Valadares disse ter ouvido de outras pessoas, no dia 22 de janeiro, que quatro doses da vacina teriam sumido do local. Ela, então, teria ligado no mesmo dia para a servidora que seria responsável pela custódia e aplicação dos imunizantes na unidade de saúde.

A servidora teria retornado a ligação somente no dia seguinte e que já sabia sobre o sumiço das doses da vacina. Ela ainda teria dito que não havia falado antes sobre a situação, porque a diretora “estava com o semblante muito sério” e ela teria ficado com receio de tocar no assunto.

Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, a diretora da maternidade teria conferido o estoque da vacina na última segunda-feira (25) e notou que, na verdade, seis doses estariam faltando, e não quatro. A servidora, então foi afastada de suas funções.

Outro lado

De acordo com a Fhemig (Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais), a direção da Maternidade Odete Valadares registrou boletim de ocorrência tão logo foi notificada sobre o “possível extravio de vacinas contra a covid-19”.

“O ocorrido foi encaminhado ao Núcleo de Correição Administrativa da Fhemig para a tomada de providências e notificado à Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte – responsável pela distribuição das doses em Belo Horizonte”, disse a Fhemig, em nota.

Ainda de acordo com a Fundação, uma comissão de vacinação está sendo constituída para dar continuidade ao plano de imunização no local. Até o momento, 675 profissionais receberam a primeira dose da Coronavac e 983 doses foram encaminhadas para a unidade de saúde.

Denúncias

Em uma semana, a OGE (Ouvidoria-Geral do Estado de Minas Gerais) recebeu 80 denúncias relacionadas a eventuais irregularidades no processo de vacinação contra a covid-19 no Estado. Dentre elas, informações de pessoas que furaram a fila de prioridade e de denúncias de extravio, como o da Maternidade Odete Valadares.

Nesta primeira fase, a imunização atende a apenas profissionais de saúde, indígenas que vivem em reservas, idosos que vivem em asilos e pessoas com deficiência que vivem em lugares exclusivos.

 

Fonte: R7
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