Suspeitos amarram, agridem e matam caseiro de sítio

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Funcionário há quatro anos de um sítio em Uberaba, no Triângulo Mineiro, um homem foi encontrado morto nessa quarta-feira (2) com o corpo mergulhado em uma poça de sangue no interior da propriedade. A perícia detectou sinais de espancamento e golpes na região da cabeça. Relatório da Polícia Militar revela que os braços do caseiro foram amarrados com fios de energia elétrica. O imóvel continha sinais de arrombamento, sofás, móveis de madeira e camas foram tombados e roupas e mantimentos jogados no chão. De acordo com a PM, o salário recém-recebido pela vítima na segunda-feira que antecedeu o crime (30) não foi encontrado, bem como o celular que pertencia a ela.

O corpo foi achado no início da madrugada dessa quarta-feira (2) pelo filho do caseiro. Ele relatou à polícia que seguia de motocicleta por uma estrada às margens da fazenda com a mulher quando percebeu que as luzes da propriedade estavam acesas, bem com as portas e janelas abertas. Logo que desceu e entrou no imóvel, encontrou o corpo do pai. O homem foi deixado seminu pelos suspeitos, com as mãos amarradas para trás. A polícia constatou marcas de chutes nas portas da cozinha e da sala de estar, e acredita que os suspeitos teriam entrado na residência por esses cômodos.

O imóvel foi completamente bagunçado pelos suspeitos que, segundo boletim de ocorrência, abriram as portas dos armários da cozinha, jogaram mantimentos no chão, viraram sofás, tombaram camas dos quartos, reviraram cômodas, arrancaram roupas de lá e moveram alguns móveis da sala. A perícia conseguiu coletar amostras de digitais na fechadura da porta da cozinha e que podem ajudar na identificação dos suspeitos. Após análise, constatou-se que o caseiro sofreu um corte profundo na região da cabeça, além de ter inúmeros pontos de sangramento no rosto. Alguns pertences da vítima foram achados no carro que pertencia a ela, estacionado embaixo de uma cobertura da fazenda.

À polícia, a mulher do caseiro contou que na tarde de terça-feira (1º) ligou para o marido, e ele disse a ela que não se sentia bem, mas que não era necessário que ela se preocupasse. À noite, quando tentou falar com ele, ela não conseguiu e, por isso, pediu que o filho no início da madrugada fosse até a propriedade para saber sobre o pai. O corpo foi removido para o IML, e o caso seguiu para a delegacia de plantão de Uberaba. Ainda não se sabe se o crime realmente foi cometido para prática de roubo.

 

Fonte: O Tempo
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