Todos por Furnas: Audiência Pública reúne deputados e autoridades em São José da Barra

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Uma audiência pública foi realizada na manhã e tarde deste sábado, 07, na cidade de São José da Barra em defesa do Lago de Furnas e Peixoto.
Participaram deputados, prefeitos e vereadores que formam a bancada defensiva do Lago, autoridades, diversos cidadãos e Associações como AMEG, ALAGO e AMOG. O prefeito de Carmo do Rio Claro e vice-presidente da ALAGO Tião Nara, vereadores e mais de 60 prefeitos da região também estiveram presentes. O encontro, desta vez, foi em frente à Câmara Municipal de São José da Barra, cidade sede da Usina Hidrelétrica de Furnas.
A audiência foi convocada para tratar sobre a cota mínima de 762 metros acima do nível do Lago de Furnas.
Os deputados federais Emidinho Madeira, Diego Andrade, Fabiano Tolentino, e os deputados estaduais Antonio Carlos Arantes, Dalmo Ribeiro, Mário Henrique Castro, o prefeito de São José da Barra Paulo Sergio Leandro de Oliveira e o vice-prefeito Andre Luiz Lemos da Silva, o promotor de Justiça de Carmo do Rio Claro, Dr. Cristiano Cassiolato, o presidente da AMEG e prefeito de Passos Carlos Renato Lima Reis que mandou o vice Adeberto José de Melo (Deco) como seu representante, o Prefeito de Monte Santo de Minas e presidente da AMOG, Sr. Paulo Gornati, o prefeito de Boa Esperança e presidente da ALAGO Hideraldo Henrique, o representante de Furnas Centrais Elétricas Mário Fernandes, o representante da ONS Vinicius Rocha, representante do Comitê Bacia Hidrográfica do Lago de Furnas Fausto Costa e o representante do grupo Todos por Furnas Luiz Orlando Belmiro e outros prefeitos, ex-prefeitos e vereadores de cidades vizinhas e autoridades do setor energético, como Luiz Carlos Ciocchi, diretor-presidente de Furnas, e Luiz Eduardo Barata Ferreira, diretor geral do Operador Nacional do Sistema (ONS). Empresários e turistas também compareceram.

O vice-prefeito de São José da Barra disse que está muito feliz com a realização da audiência e com ela será gerado um documento que terá validade e legitimidade.
O deputado federal Emidinho Madeira que liderou a audiência pública agradeceu o apoio e a presença de todos e disse que a Câmara nunca esteve tão unida como está nos últimos dias em prol do Lago de Furnas e região.
O vice-presidente de Passos e representante da AMEG Deco, disse que está começando a acontecer o que querem que é a cota mínima 762 e que todos dependemos e necessitamos do Lago de Furnas.
O deputado estadual Antonio Carlos Arantes disse que não tem dúvidas de que estão tendo avanços e continuarão tendo e elogiou o trabalho do deputado Dalmo Ribeiro e outros.
Dr. Cristiano Cassiolato disse que “não podemos fugir a luta”, citou a época em que o distrito foi inundado pelo Lago. Dr. Cristiano disse que existe “o interesse econômico do menor custo, mas não o interesse norteado pelo uso múltiplo das águas”. E acrescentou “o menor custo da geração da energia elétrica é aquele menor custo para o distribuidor, para o fornecedor, para o exportador da energia, não é o menor custo social, e todos nós estamos sofrendo com isso”.
“Se os senhores pegarem a formação do Operador Nacional do Sistema ele é pessoa jurídica de direito privado, não é o poder público que manda abrir as comportas, mas é o interesse privado”, acrescentou o Promotor de Justiça.

Ao final foi anunciado pela presidente do Circuito Turístico do Lago de Furnas juntamente com os cinco circuitos Nascentes da Gerais e Canastra, Vale Verde, Quedas D’Água, Brutas e Mar de Minas, Montanhas Cafeeiras e Lago de Furnas irão fazer um levantamento dos prejuízos do setor de turismo dos municípios da região e será entregue um relatório conjunto ao comitê da Bacia, aos deputados, senadores para uma base de dados.

Ao final do encontro, uma carreata com trio elétrico foi realizada até a barragem de Furnas ao som do Hino Nacional.

Cota mínima
Na audiência realizada na quinta-feira no Senado Federal, em Brasília (MG), foi feita uma proposta para estabelecer uma cota mínima de 755 metros.
No entanto, membros da Alago, moradores, piscicultores, profissionais que dependem do lago, membros de um grupo nas redes sociais e prefeitos de pelo menos 39 municípios defendem que a cota mínima seja de 762 metros acima do nível do mar.
Furnas Centrais Elétricas informou que os custos de operação para a cota 762 seriam multo altos, chegando a R$ 718 milhões e que a cota mínima regulada por um acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA) é de 750 metros acima do nível do mar.

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