Tragédia em Brumadinho não será esquecida internacionalmente

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De acordo com o representante do escritório regional doAlto Comissariado de Direitos Humanos da ONU na América Latina, Jan Jarab, os sistemas internacionais de proteção dos direitos humanos não permitirão que a tragédia ocorrida em Brumadinho(Região Metropolitana de Belo Horizonte) seja esquecida. O rompimento da barragem B1 da empresa Vale, em 25 de janeiro de 2019, resultou na morte de 272 pessoas.

Jan Jarab reuniu-se com deputados do Grupo de Trabalho da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) que acompanha os desdobramentos da CPI da Barragem de Brumadinho, na manhã desta quarta-feira (19/2/20), no Salão Nobre. Antes de vir à Assembleia, ele também se reuniu com representantes da Câmara dos Deputados, em Brasília. Ainda esta tarde, ele irá a Brumadinho, conversar com moradores e representantes dos atingidos.

Ao falar sobre a importância doObservatório de Direitos Humanos, que deverá ser instalado em breve no Congresso Nacional, em parceria com a ONU, Jan Jarab disse que é fundamental manter a vigilância constante sobre o trabalho das mineradoras, para garantir que outras tragédias como as de Brumadinho e de Mariana, ocorrida em 2015, não voltem a se repetir no País.

Mineradoras tratariam direitos humanos com indiferença

Antes mesmo de ouvir as explicações dos técnicos, Jan Jarab, que é de nacionalidade tcheca e já atuou em diversas partes do mundo, foi categórico ao afirmar que as mineradoras tratam os direitos humanos com indiferença. “A tragédia foi fruto de uma irresponsabilidade muito grande da Vale, ao construir estruturas que abrigavam trabalhadores naquele local sabendo que, em caso de rompimento da barragem, ninguém se salvaria”, ponderou.

O deputado André Quintão, que foi o relator da CPI, voltou a destacar uma das conclusões da comissão parlamentar, a de que, desde 2017, a Barragem B1 já era vista, nos seminários promovidos pela própria empresa, como uma “barragem problema”. Também repetiu relatos de funcionários e colaboradores de que todos os problemas ocorridos anteriormente com a estrutura da B1 foram minimizados ou ignorados pela direção da Vale.

Fonte; Almg
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