Três regiões de Minas não têm mais vagas em UTI; duas estão sem leitos clínicos

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Três das 14 regiões de Minas Gerais não possuem mais leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) disponíveis. É o que indica dados atualizados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) nesta quarta-feira (10). Vale do Aço, Triângulo do Norte (subrregião do Triângulo) e Jequitinhonha estão com 100% das vagas ocupadas.

Já as regiões Sudeste, Noroeste, Leste e Nordeste estão com 90% ou mais de taxa de ocupação de leitos de UTI. Para conter esses números, o secretário da SES, Carlos Eduardo Amaral, afirmou que a pasta solicitou ao Ministério da Saúde o credenciamento de novos leitos. “Hoje (10), tivemos a publicação de mais de 300 leitos credenciados em hospitais de Minas, dentro do quantitativo que solicitamos, essa é uma notícia muito positiva e que irá permitir uma ampliação imediata de leitos no estado”, disse.

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Atualmente, a rede pública mineira conta 2.827 leitos de UTI, dos quais aproximadamente 70,43% (1991) estão ocupados. São 322 pacientes internados nesses locais com confirmação ou suspeita de coroonavírus, representando 11,39% dessa ocupação.

Clínicos

Com relação aos leitos clínicos, as regiões Centro e Triângulo do Norte estão com 100% deles ocupados. Todas as outras 12 regiões tem a taxa de ocupação de 90% ou menos nesses locais.

Segundo a SES, Minas Gerais dispõe no momento de 12.056 leitos clínicos cadastrados na rede do Sistema Único de Saúde (SUS), dos quais 8.659 (71,82%) estão com pacientes internados. Desses, 393 (7,79%) pessoas tem suspeita ou confirmação de Covid-19.

Posicionamento

A SES destacou que a pasta instituiu um plano de plano de contingência nas macrorregionais de Saúde do Estado e acompanha a situação de cada município de perto. Além disso, afirmou que a estrutura da rede de saúde pública no estado obedece a uma lógica regionalizada, com municípios exercendo diferentes funções em termos de complexidade dos serviços de saúde.

“A SES está constantemente em contato com as regionais de saúde. Bem como com os gestores municipais para acompanhar de perto a situação de cada município e tomar as medidas mais apropriadas para cada local, dando as orientações necessárias e também sensibilizando aos municípios a aderirem ao programa Minas Consciente, que foi desenvolvido respeitando sempre um sistema de critérios e protocolos sanitários, que garantam a segurança da população”, informou.

Pandemia

Minas Gerais chegou a 17.501 infectados e 409 mortos pelo novo coronavírus nesta quarta-feira (10), segundo boletim da (SES).

Já são 542 municípios com registros da doença e 131 cidades registram mortes. Belo Horizonte é a cidade com mais casos e mortes: são 2.770 infectados e 62 mortes. Em seguida vem Juiz de Fora, na Zona da Mata, com 726 casos e 37 óbitos e Uberlândia, no Triângulo Mineiro, com 1.376 pessoas com a doença e 30 mortos.

 

Fonte: O Tempo

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