Um vídeo impressionante tem repercutido nas redes sociais e chamado a atenção de internautas, especialmente em Minas Gerais. As imagens mostram um motociclista acelerando em alta velocidade em direção ao mar e, surpreendentemente, mantendo o equilíbrio sobre a água, como se estivesse trafegando em terra firme. A cena, que mais parece um truque cinematográfico, foi registrada em uma praia movimentada — e tem gerado uma enxurrada de comentários e reações nas plataformas digitais.
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Apesar do tom de humor com que muitos internautas trataram o assunto — com alguns até brincando se a moda “vai pegar” no Lago de Furnas, no Sul de Minas —, a atitude levanta sérios questionamentos legais e de segurança. Isso porque trafegar com veículos motorizados sobre águas, independentemente da tecnologia envolvida, pode configurar infração às normas de navegação e segurança aquaviária, especialmente quando ocorre em áreas públicas e sem autorização.
O que diz a legislação?
De acordo com as Normas da Autoridade Marítima (NORMAM), emitidas pela Marinha do Brasil, qualquer embarcação ou veículo que trafegue em águas interiores ou mar aberto deve estar devidamente registrado e obedecer às regras de tráfego aquaviário. O uso de veículos terrestres adaptados ou não para navegação — como foi o caso da motocicleta — pode ser considerado irregular, especialmente se não houver comprovação de segurança, flutuabilidade, controle de navegação e licenciamento adequado.
Além disso, o Código de Tráfego Aquaviário e a NORMAM-02/DPC determinam que todo condutor de embarcação deve possuir habilitação específica (como o Arrais-Amador ou Motonauta), o que não se aplica a condutores de veículos terrestres. Portanto, mesmo que a manobra seja tecnicamente possível, ela infringe as leis marítimas quando feita sem autorização prévia e fora dos padrões legais.
Especialistas em segurança marítima alertam que ações como essa, além de ilegais, são extremamente perigosas — tanto para o condutor quanto para banhistas e outras pessoas que frequentam áreas costeiras ou de lazer. “Esse tipo de comportamento pode provocar acidentes graves e ainda prejudicar o meio ambiente aquático, especialmente em áreas de preservação ou de alto fluxo de embarcações”, afirma um oficial da Capitania dos Portos.
A Marinha do Brasil reforça que ações imprudentes em ambientes aquáticos podem ser autuadas e gerar sanções administrativas, civis e até penais, dependendo do risco causado à navegação e à vida humana.
Com a viralização do vídeo, internautas mineiros passaram a especular, com tom de brincadeira, se a ousadia do motociclista seria reproduzida também no Lago de Furnas, famoso ponto turístico da região Sul de Minas. A recomendação, no entanto, é clara: qualquer atividade aquática que envolva veículos deve ser previamente autorizada pela Capitania Fluvial local, além de seguir todos os requisitos de segurança e regularização exigidos por lei.
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