União Europeia vai coordenar resposta contra nova mutação do coronavírus

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Convocados pela presidência da União Europeia (UE), os 27 membros da UE irão realizar nesta segunda-feira (21) uma reunião urgente para coordenar uma resposta à nova mutação do novo coronavírus, que apareceu no Reino Unido e motivou restrições em cadeia e cancelamento de voos em todo o continente.

“A presidência convocou os membros dos Estados da UE para essa reunião urgente para discutir o gerenciamento da crise”, disse neste domingo (20) o porta-voz da UE, Sebastian Fischer.

Os acordos prevêem a tomada rápida de decisões, de maneira politicamente coordenada. A agenda irá debater quais medidas a UE deve tomar frente ao aparecimento de uma nova mutação do novo coronavírus, que ocorreu no Reino Unido e já gerou reações em cadeia com medidas ainda mais restritivas.

A Espanha, por exemplo, solicitou, neste domingo, às autoridades da União Europeia uma resposta comunitária e coordenada para impedir o tráfego aéreo com o Reino Unido. Alguns países já adotaram essas medidas de restrição, iniciada pela Holanda.

Somaram-se à Holanda na decisão países como Bélgica, Itália, Áustria, Irlanda, França, Alemanha e Bulgária, enquanto a Grécia estabeleceu medidas restritivas aos visitantes do Reino Unido em seu país, com um isolamento obrigatório de sete dias a quem vem daquela região.
Mutação enigmática

A assessora médica de saúde na Inglaterra, Yvonne Doyle, confirmou neste domingo a “grave preocupação” e a “preocupación” frente ao aumento no número de contágios pelo novo coronavírus, que chegou a 35.928 novos casos hoje, quase o dobro dos contabilizados há uma semana.

Yvonne afirmou que os novos casos concentram-se em Londres e no sudoeste inglês, embora tenha dito ser prematuro concluir que os novos casos estejam relacionados à nova mutação do coronavírus.

Ela declarou, ainda, que não há indícios de que essa variante seja mais letal que as anteriores, porém certamente tem se mostrado mais contagiosa, o que acendeu o alerta para um novo isolamento em toda a Grã-Bretanha.

Segundo cientistas britânicos, a nova mutação acelera em até 70% mais a transmissão do vírus e parece ser responsável pelo inquientante aumento no número de novos infectados em Londres e em várias regiões no leste e sudeste da Inglaterra, o que acabou por confinar mais de 20 milhões de pessoas em suas casas nessas regiões.

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