Vereadores votam contra aumento salarial dos mesmos em reunião da Câmara

Na última segunda-feira, 20, os vereadores de Carmo do Rio Claro reuniram-se para discutir e votar alguns projetos de leis. Após ter sido debatido e aprovado o subsídio no valor de 4,48% no reajuste salarial do Prefeito, Vice-prefeito e servidores públicos outra pauta que foi votada diz a respeito ao aumento salarial dos próprios vereadores.

A regularização do salário dos vereadores foi negada pelos vereadores, pela diferença de seis votos a dois. Apenas os vereadores Paulo Marcelo Silva e João do Reis Vilela (Vilelândia) votaram a favor do PL.

João dos Reis Vilela, em entrevista, disse que votou conscientemente a favor do projeto de lei e entre outras justificativas pontuou que a intenção do seu voto foi pensando no próximo vereador, que venha da comunidade (Vilelândia), para que ele tenha mais privilégios porque a distância e as estradas prejudicam os veículos e em decorrência disso arcam com muitos gastos.

Os demais vereadores da Câmara, acharam injusto o subsídio e foram contrários ao projeto. Filipe Cardoso Carielo qualificou como “lamentável” a aprovação do subsídio de 4,48% para o Prefeito, Vice-prefeito e servidores públicos mas suavizou ao agradecer aos vereadores, que assim como ele, votaram contra o reajuste para os vereadores que resultaria em um gasto de quase R$ 14 mil por ano, segundo Filipe.

Entre outros comentários, o vereador João Paulo de Castro Ferreira, que votou contra o reajuste de salários para os vereadores, pontuou que: “o cidadão comum não pode aumentar o seu próprio salário. Então eu, que sou remunerado pelo cidadão comum, também não posso ter o meu salário aumentado por mim mesmo”, fechou o vereador.

Compartilhando da mesma ideia do vereador João Paulo de Castro Ferreira, o vereador Juliano Alves da Silva (Pão de Queijo), além de comunicar que o trabalho dele é voltado junto com o povo ainda levantou a questão de que o município precisa de melhorias em outros setores e não de aumento para os vereadores.

Segundo o vereador Sandro Deoclécio, para as melhorias no município deve-se cortar na própria pele. Já para Ângela Maria de Souza Vitor, a qual sempre doou seu salário para as entidades assistenciais do município, disse por sua vez, que o trabalho de vereador nem deveria ser remunerado.

E, fechando a discussão, mesmo sem votar para a aprovação desse Projeto de Lei, o Presidente da Câmara, Inácio Roberto Lopes é favorável ao PL e em entrevista, pontuou que todo trabalhador deveria ter aumento salarial.

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